Polícia

MPRS denuncia 27 pessoas suspeitas de integrar facção que movimentou R$ 107 milhões

Terceira fase da Operação El Patron também prendeu 22 pessoas

Segundo as investigações o dinheiro ilícito vinha, principalmente, do tráfico de drogas e da agiotagem
Segundo as investigações o dinheiro ilícito vinha, principalmente, do tráfico de drogas e da agiotagem Foto : MPRS / CP

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou 27 pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa responsável por movimentar mais de R$ 107 milhões em atividades ilícitas. A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) faz parte da terceira fase da Operação El Patron, deflagrada na última quarta-feira, 19, e que investiga um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro e gestão financeira do crime.

Segundo o Ministério Público, os denunciados atuavam dentro e fora do sistema prisional, utilizando contas bancárias de terceiros e aplicativos digitais para mascarar a origem ilícita dos valores. As investigações apontam que o dinheiro vinha, principalmente, do tráfico de drogas e da agiotagem, sendo diluído em diversas transações financeiras para dificultar o rastreamento.

Na etapa mais recente da operação, foram cumpridos 22 mandados de prisão. A ofensiva complementa fases anteriores: a primeira, realizada em 2023, desarticulou o núcleo de liderança da facção, enquanto a segunda, em 2024, atingiu operadores financeiros e resultou na apreensão de bens de alto valor.

O promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, coordenador do 10º Núcleo Regional do GAECO — Sul, destacou a complexidade do esquema, que chegou a utilizar um aplicativo voltado para operações de microcrédito. “Foram mais de um ano de investigação, sendo que usavam até um aplicativo para realização de operações de microcrédito. Laranjas, pessoas humildes, movimentaram milhões de reais e, também, chamou a atenção que nove presos — já transferidos — movimentaram R$ 32 milhões de dentro da cadeia”, afirmou.

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