Polícia

O que se sabe até o momento sobre o feminicídio de ex-vereadora e diretora-administrativa

Roseli Vanda Pires Albuquerque foi assassinada pelo seu ex-marido, Ari Albuquerque

Roseli Vanda Pires Albuquerque foi estrangulada por ex-companheiro, diz Polícia Civil
Roseli Vanda Pires Albuquerque foi estrangulada por ex-companheiro, diz Polícia Civil Foto : Arquivo Pessoal / CP

A morte da ex-vereadora e diretora-administrativa Roseli Vanda Pires Albuquerque, de 47 anos, na madrugada deste sábado, em Nova Prata, foi o 17º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul. Ela foi assassinada pelo seu ex-marido, Ari Albuquerque, que também foi encontrado morto no mesmo local.

O velório será na Câmara de Vereadores de Nova Prata, com início às 20h deste sábado. O sepultamento ainda não tem horário definido.

O crime ocorreu na avenida Presidente Vargas, área central do município. De acordo com a delegada Liliane Pasternak Kramm, responsável pelo caso, a morte ocorreu por volta de 3h30min, no apartamento de Roseli. Ari entrou no local naquela noite com a própria chave que possuía. Eles estavam separados, mas Ari convivia com frequência com Roseli e com seu filho de 26 anos, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a delegada, Roseli e Ari foram encontrados no quarto dela, com a porta trancada. Já o filho estava em casa, mas não no mesmo cômodo.

Antes de ser assassinada, Roseli chegou a solicitar ajuda ao mandar uma mensagem e ligar para a sua mãe, que morava a uma quadra do apartamento. Prontamente, ela providenciou uma chave, já que não tinha, e se dirigiu ao apartamento. Ao mesmo tempo, também acionou a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, imaginando que poderia ser uma briga do casal. No entanto, quando chegou ao local, encontrou os dois mortos.

Poucas horas antes do crime, na noite de sexta-feira, Roseli recebeu uma amiga, Neusa Goin, com quem afirmou, em suas redes sociais, ser uma “amiga-irmã” e que revisitou o passado. Elas jantaram com o filho e a nora de Roseli.

Casal estava separado há seis meses

Ainda segundo a investigação, o casal permaneceu unido por quase 30 anos, mas estava separado há cerca de seis meses, quando Roseli deixou a casa onde morava com Ari. Não havia registros de medida protetiva de urgência entre as partes. Segundo a delegada, Ari possuía comportamentos agressivos, ameaçadores e manipuladores.

O filho de Roseli está, neste momento, com a avó. Para os próximos passos do caso, será feita a tentativa de acesso ao celular de Roseli e Ari, para verificar se houve um contato prévio, por troca de mensagens ou ligação, nos momentos anteriores ao assassinato. A perícia necropsial já foi feita, com aguardo dos laudos, que serão divulgados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).

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