Polícia

Operação da PF investiga organização criminosa envolvida em fraudes no INSS, no valor de R$ 3 milhões

As investigações da operação, denominada Recupera, identificaram funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal

A PF informou que as fraudes começaram em 2018, com a concessão indevida de benefícios assistenciais e previdenciários
A PF informou que as fraudes começaram em 2018, com a concessão indevida de benefícios assistenciais e previdenciários Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta quarta-feira, dia 13, visou a combater uma organização criminosa especializada em fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os integrantes da quadrilha, as investigações da operação, denominada Recupera, identificaram funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal.

A operação, que conta com o apoio do Ministério Público Federal e da Caixa, cumpre seis mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e indisponibilidade de bens e ativos no valor estimado de R$ 3 milhões.

A PF informou que as fraudes começaram em 2018, com a concessão indevida de benefícios assistenciais e previdenciários por meio da inserção de dados falsos nos sistemas informatizados do banco. Os investigados se valiam de seus acessos para viabilizar as fraudes.

A investigação apurou comprovações de vida fraudulentas de pessoas fictícias ou já falecidas, emitiam segundas vias de cartões de beneficiários inexistentes e autorizavam pagamentos irregulares. Além disso, os fraudadores utilizaram documentos adulterados para habilitar benefícios e atuavam sincronizadamente na inserção de dados falsos no sistema informatizado da Caixa.

De acordo com a PF, a instituição financeira instaurou procedimento disciplinar que resultou na demissão dos envolvidos e na identificação de condutas ilícitas articuladas entre os autores, que já tinham antecedentes por faltas disciplinares semelhantes relacionadas à concessão indevida de benefícios. “Mesmo após a demissão, em 2022, os suspeitos deram continuidade ao esquema, delegando a terceiros o saque mensal de ao menos 17 benefícios fraudulentos ainda ativos”, diz a PF.

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As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal e estão sendo cumpridas em endereços relacionados aos acusados, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Os investigados poderão responder pela prática dos crimes de organização criminosa e peculato eletrônico. Segundo a PF, as ações “prosseguem para identificar outros envolvidos, desarticular o esquema criminoso e recuperar os ativos desviados”.