Polícia

Padre é condenado por estupro de vulnerável

Sacerdote também responde por armazenamento de material de abuso infantil

Um padre denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que atuava em Guaíba, foi condenado por estupro de vulnerável e armazenamento de material de abuso sexual infantil. O promotor de Justiça Rafael Riccardi denunciou, e o promotor de Justiça Fernando Sgarbossa irá recorrer para aumentar a pena aplicada ao réu.

A decisão foi proferida na terça-feira e determina o cumprimento da pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. De acordo com a investigação, cuja fase de instrução foi de responsabilidade da promotora de Justiça Daniela Raiser, a vítima, que estava sob medida de proteção da infância e juventude, passou a frequentar a igreja após o período das enchentes de 2024, quando sua família foi acolhida em espaço ligado a uma paróquia. A partir disso, o condenado se aproximou da criança, que passou a atuar como ajudante e a frequentar a casa paroquial com regularidade.

Conforme apurado, o condenado praticava atos libidinosos se aproveitando da relação de confiança e da vulnerabilidade da vítima. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa paroquial, foram encontrados, em equipamentos do padre, arquivos com conteúdo pornográfico infantojuvenil, armazenados em dispositivos eletrônicos mantidos em seu quarto.

Na sentença, a Justiça reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes, destacando a consistência das provas reunidas ao longo da investigação. Para o MPRS, o caso evidencia a gravidade de crimes praticados com abuso de confiança e reforça a necessidade de proteção integral de crianças e adolescentes.

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