Entre os dias 23 e 27 de março de 2026 a Polícia Federal do Brasil, a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) e a Polícia da Força Aérea do Uruguai realizam junto com agências da Argentina e Paraguai o “Seminário de Enfrentamento ao Terrorismo Nuclear”, onde se discutiu e praticou a metodologia usada pelos países no enfrentamento ao terrorismo que se utiliza de ameaças radioativas entre os países do Cone Sul da América do Sul e que possam ter impacto na segurança pública e nacional dos países sul-americanos.
O evento foi conduzido entre atividades em Santana do Livramento no Brasil e Rivera no Uruguai, e teve como atividades exercícios de mesa onde foram discutidos assuntos referentes a cooperação internacional, ameaça de grupos criminosos internacionais, uso de fontes radioativas na prática criminosa, legislação referente aos assuntos entre os diversos países e cooperação técnica no enfrentamento a esse tipo de ameaça internacional.
Participaram do evento agências policiais, militares, de controle radioativo, de inteligência, ministério público e corpo de bombeiros da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Os debates envolvendo a preparação, resposta e ação conjunta não só nacionais, mas também regionais foram seguidos de uma manobra de campo no lado brasileiro, onde foi feita uma ação tática em ambiente confinado com a neutralização de um artefato explosivo e do lado uruguaio uma retomada de aeronave que estava em poder do grupo terrorista com artefato radioativo.
Participaram do evento policiais dos Estados de São Paulo, Pará, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, além de policiais da Costa Rica e Espanha. Pela Polícia Federal, integraram o presente evento a Academia Nacional de Polícia, o Grupo de Bombas e Explosivos do Rio Grande do Sul, o Grupo de Pronta Intervenção do Rio Grande do Sul e a Divisão de Enfrentamento ao Terrorismo.
Com essa participação a Polícia Federal reforça seu compromisso de difusão doutrinária interagências e busca de consolidação de uma doutrina policial atual e profissional em consonância com os Direitos Humanos Universais na Defesa do Estado Democrático de Direito entre os países da América do Sul.