Uma das sócias, de 47 anos, já prestou depoimento na quarta-feira. Conforme Soares, ela declarou que não participava da administração da empresa e explicou que era responsável pela parte de planejamento e design de produtos. Outra sócia da Portiere também já foi ouvida, mas em Curitiba (PR), onde a empresa tinha uma filial.
Entenda o caso
A empresa Portiere tinha duas lojas em Porto Alegre – na Cristóvão Colombo e na Nilo Peçanha – além de filiais em Curitiba (PR) e em Fortaleza (CE). Os estabelecimentos foram fechados na semana passada e os clientes que compraram móveis não receberam os produtos nem foram informados que as unidades estavam encerrando as atividades.
Há suspeita de fraude, que pode chegar a R$ 1,3 milhão. Um inquérito foi instaurado na Decon para investigar o caso. Segundo o delegado Fernando Soares, 50 pessoas procuraram a polícia e registraram queixa contra a empresa. Não estão incluídas as ocorrências de outras cidades, o que deve elevar o número de vítimas.
De acordo com Soares, as vítimas ouvidas relataram que a empresa teria realizado mais de 500 vendas com as promoções realizadas desde novembro. A loja estaria liquidando o estoque, oferecendo descontos de 50% via Liquida Porto Alegre. A credibilidade da marca favoreceu as vendas. Os compradores eram estimulados a adquirir uma grande quantidade de produtos, por isso foram lesados em valores médios de R$ 25 mil - num dos casos o prejuízo chegou a quase R$ 70 mil - relatou Soares.
Ontem, agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) impediram a retirada de móveis da loja que fica na avenida Cristóvão Colombo, no bairro Floresta. O delegado Fernando Soares foi pessoalmente ao local após receber denúncias de que o mobiliário estava sendo carregado em caminhões desde o amanhecer. Em contato com um dos sócios da empresa, o delegado foi informado que o dono do prédio entrou com uma ação de despejo e deu prazo até a segunda-feira para a desocupação.