Polícia

Polícia Penal gaúcha terá novo comando

Superintendente Mateus Schwartz será destituído e transmitirá cargo ao diretor da Cadeia Pública de Porto Alegre, Luciano Lindemann

Governador Eduardo Leite ao lado de Mateus Schwartz, que será destituído do comando da Polícia Penal
Governador Eduardo Leite ao lado de Mateus Schwartz, que será destituído do comando da Polícia Penal Foto : Marcel Horowitz / CP

O superintendente Mateus Schwartz será destituído do comando da Polícia Penal gaúcha. Ele ocupa o posto desde janeiro de 2023, quando foi nomeado pelo governador Eduardo Leite. Neste sábado, a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) confirmou a transição.

Em nota, o secretário Luiz Henrique Viana disse que as reuniões para a mudança de gestão ocorrem desde sexta-feira. O comunicado ainda destaca a atuação de Mateus Schwartz à frente da superintendência e agradece pelos serviços prestados.

Ainda de acordo com a pasta, o comando da instituição será transmitido a Luciano Lindemann, diretor da Cadeia Pública de Porto Alegre. A nomeação dele deve ser publicada no Diário Oficial do Estado em breve.

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Lindemann está à frente da Cadeia Pública, o antigo Presídio Central, desde agosto de 2023. Ele assumiu a função após a troca de gerencia do estabelecimento, que, após quase 30 anos comandado por Brigada Militar, acabou sendo devolvido para a Polícia Penal.

A historia de Lindemann no sistema prisional começou em 2007, no cargo de agente penitenciário, na então Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Como servidor penitenciário, ele atuou na Penitenciária Modulada Estadual de Osório, no Departamento de Inteligência do órgão central. Depos, assumiu como titular da 1ª Delegacia Penitenciária Regional, com sede em Canoas.

Como diretor, ainda em Canoas, esteve no comando do Instituto Penal. Já em Porto Alegre, dirigiu o Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, o Instituto Psiquiátrico Forense, e, por último, a Cadeia Pública.

Atualmente, o antigo Presídio Central está desocupado devido a obras de reestruturação, mas deve voltar a receber detentos até o final de junho. No ano passado, para esvaziar o local, Luciano Lindemann atuou diretamente na última etapa de transferência dos presos. O processo movimentou mais de 1,5 mil detentos, realocados a casas prisionais na Região Metropolitana e em Charqueadas.