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Polícia Civil deflagra operação para desarticular grupo investigado por monitoramento de viaturas policiais e tráfico de drogas

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e nove de prisão temporária em Venâncio Aires, Gravataí e São Leopoldo

Grupo criminoso é investigado na Operação Contra-Ataque por monitorar movimentações de instituições policiais em Venâncio Aires e região
Grupo criminoso é investigado na Operação Contra-Ataque por monitorar movimentações de instituições policiais em Venâncio Aires e região Foto : Polícia Civil / CP

Na manhã de terça-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Venâncio Aires deflagrou a Operação Contra-Ataque, voltada ao combate ao tráfico de drogas e à atuação de grupo criminoso investigado por monitorar movimentações de instituições policiais na região.

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária nas cidades de Venâncio Aires, Gravataí e São Leopoldo. Entre as ordens judiciais, dois mandados foram cumpridos no interior da Penitenciária Estadual de Venâncio Aires, cumprido pela Polícia Penal. Até o momento, oito pessoas foram presas.

Segundo o Delegado Guilherme Dill, a investigação apura a atuação estruturada de grupo voltado ao tráfico de drogas, associação ao tráfico e monitoramento sistemático de viaturas e policiais, utilizando aplicativos de mensagens para informar deslocamentos, operações e rotinas das forças de segurança.

Conforme apurado durante a investigação, o grupo mantinha rede de “campanas digitais”, compartilhando em tempo real informações sobre viaturas descaracterizadas, locais onde policiais realizavam refeições, deslocamentos em bairros e proximidades de delegacias, tudo com a finalidade de facilitar a movimentação do tráfico de drogas e dificultar ações policiais. Avisavam, inclusive, quando havia ou não viaturas estacionadas ou saindo da Delegacia de Polícia.

A apuração teve origem após a apreensão de aparelho celular durante cumprimento de mandado judicial no ano de 2024. A partir da extração e análise técnica dos dados, foi possível identificar conversas, grupos de mensagens e elementos que demonstraram a atuação contínua da organização criminosa.

“A participação em grupos destinados ao monitoramento de policiais, compartilhamento de informações sobre viaturas e auxílio à movimentação do tráfico de drogas demonstra colaboração direta com a atividade criminosa, podendo configurar o crime de associação para o tráfico de drogas, cuja pena pode chegar a 10 anos de reclusão, a depender das circunstâncias apuradas durante a investigação”, explicou o Delegado Dill.

A ação contou com o emprego de aproximadamente 40 policiais civis, contando com Delegacias da regional de Santa Cruz do Sul, Draco/São Leopoldo, 2ª DP de Gravataí e Draco/Lajeado.

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