Foi realizada nesta terça-feira audiência para oitiva de três testemunhas de acusação na ação penal que apura a morte da enfermeira Priscila Ferreira Leonardi, ocorrida em julho de 2023, em Alegrete. Um quinto homem foi preso após a audiência, apontado como sendo o autor do crime e também de ter tentado estuprar a vítima.
Quatro réus já respondem pelos crimes de extorsão qualificada majorada e de ocultação de cadáver da enfermeira, que estava morando em Dublin, na Irlanda. Também foi mantida a prisão preventiva dos quatro e designada audiência para o próximo dia 11 de julho, às 8h30min, para depoimento de 20 testemunhas de defesa dos acusados. O processo é presidido pelo Juiz de Direito Rafael Echevarria Borba, titular da Vara Criminal da Comarca de Alegrete.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou representação pela decretação da prisão preventiva de quem, na audiência, teria sido apontado como autor da morte e de tentativa de crime sexual contra a vítima. O pedido foi concedido pelo magistrado, que decretou a prisão preventiva do indivíduo, preso na mesma noite.
A audiência de custódia foi realizada nesta quarta-feira. O magistrado deu vista ao MP para que, eventualmente, ofereça denúncia contra o homem, com base nos novos elementos probatórios.
De acordo com a acusação, Priscila Ferreira Leonardi foi sequestrada em 19 de junho de 2023 e mantida em cativeiro. Ela teria sido morta ali mesmo, espancada e estrangulada. O corpo dela foi levado até a Sanga da Jararaca, afluente do rio Ibirapuitã, e encontrado dias depois.
Ainda conforme a denúncia, os bens e valores pertencentes à vítima seriam divididos entre os envolvidos. O crime teria começado a ser planejado em janeiro de 2023, com divisão de tarefas e definição da repartição dos lucros que os criminosos viessem a obter.