Polícia

Preso suspeito de ataque que deixou um morto e feriu diretor de Esportes de Sentinela do Sul

Homem de 24 anos cometeu atentado por dívida de drogas, diz PC

DP de Tapes prende suspeito de ataque no Ginásio Laranjão, em Sentinela do Sul
DP de Tapes prende suspeito de ataque no Ginásio Laranjão, em Sentinela do Sul Foto : Polícia Civil / CP

Um homem de 24 anos foi detido preventivamente nessa quinta-feira por suspeita de envolvimento no ataque a tiros que deixou um morto e feriu o diretor de Turismo, Desporto e Cultura de Sentinela do Sul, Airton Pedro Stein, em 14 de novembro. Conforme a Polícia Civil, o preso teria sido autor dos disparos. Ele soma antecedentes por tráfico.

A Delegacia de Tapes, à frente do inquérito, aponta dívidas de drogas como motivação. Outros dois homens, supostos comparsas do preso, também são investigados.

"O inquérito será finalizado e remetido ao Ministério Público. A expectativa é que seja oferecida denúncia por homicídio qualificado, crime que prevê penas severas, devido às circunstâncias dessa execução”, afirmou o delegado titular, Luciano Rodrigues.

Na data do crime, quatros tiros de revólver foram efetuados em frente ao Ginásio de Esportes Laranjão, onde ocorria o 22º Campeonato Citadino de Futsal de Sentinela do Sul, na Costa Doce, por volta das 21h30min. O alvo seria Kauã de Sousa Mello, de 19 anos, natural de Guaíba, que morreu. Ele foi alvejado enquanto chegava em uma motocicleta no local. Tinha antecedentes como menor infrator. O atirador fugiu a pé por um matagal

Um dos tiros transfixou o portão de alumínio do ginásio, acertando o diretor de Esportes de Sentinela do Sul, que acompanhava partidas de futsal dentro do estabelecimento. Airton Stein sobreviveu, mas continua com projétil alojado na nuca.

Indiciamento de vítima por racismo

Mesmo após ser baleado, Airton Stein foi indiciado por racismo. De acordo com a DP de Tapes, ele teria recusado socorro de um profissional negro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

"O diretor de Esportes teria dito que não queria ser atendido por um negro. Ele perguntou se não havia uma pessoa branca para socorrê-lo. A vítima ficou muito constrangida. Várias pessoas presenciaram esse fato, porém, por medo de represálias, não houve registro da ocorrência. Foi instaurado um inquérito de ofício", pontuou o delegado Luciano Rodrigues.

Stein nega ter cometido qualquer ato racista, classificando o caso de ataque político. "Há coisas que a gente fala que até podem ser mal interpretadas, mas nunca fui racista. Basta vir na minha casa e olhar meus álbuns com fotos de família e amigos. Tenho muito respeito e admiração pela população negra, e minha história é prova disso. Estou sendo julgado de forma sumária na opinião pública. Ninguém me deu direito de defesa. Se tem vítimas nessa história, somos eu e minha família. Estamos sofrendo de forma injusta, por algo que não ocorreu", garantiu.

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