Polícia

Rebelião na Penitenciária Industrial de Caxias é controlada

Juiz plantonista da Capital suspendeu sentença que liberava detentos do regime semiaberto

A juíza da Vara de Execuções Criminais de Caxias do Sul, Sonáli Zluhan, participou da negociação para tranquilizar detentos que promoveram um princípío de rebelião na Penitenciária Industrial, em Caxias do Sul, na Serra gaúcha. Eles queimaram colchões no início da noite desta sexta-feira, na segunda galeria do presídio. Agentes penitenciários e a Brigada Militar conseguiram controlar os presos. 

O grupo se revoltou com a decisão de um juiz plantonista do Tribunal de Justiça gaúcho que suspendeu, durante a tarde, a sentença da juíza de Caxias que mandava liberar, para prisão domiciliar, 108 detentos que haviam progredido para o regime semiaberto, mas que continuavam encarcerados, em regime fechado, devido à falta de um albergue específico na cidade. Atualmente a Penitenciária Industrial abriga 903 detentos.

A manifestação foi promovida pelos detentos das galerias 1 e 2. Na galeria 2, os apenados atearam fogo nos colchões. Os bombeiros foram chamados para controlar o incêndio. A decisão pela liberação dos detentos, autorizada na quinta-feira pela Vara das Execuções Criminais (VEC) foi revertida pelo Tribunal de Justiça por meio de um recurso do Ministério Público, nesta sexta-feira.

Atualmente a Penitenciária Industrial de Caxias do Sul conta com 903 detentos.


Celso Sgorla / Correio do Povo e Ricardo Pont / Rádio Guaíba

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