Polícia

Reunião na Câmara discute prevenção e combate aos assaltos e roubos no Centro Histórico de Porto Alegre

Comissão de Segurança Urbana trouxe dados e debateu soluções para o retorno da sensação de segurança a moradores e comerciantes da região

Nos primeiros seis meses deste ano, foram registrados 2.575 assaltos na Capital, sendo 431 casos no Centro Histórico
Nos primeiros seis meses deste ano, foram registrados 2.575 assaltos na Capital, sendo 431 casos no Centro Histórico Foto : Ricardo Giusti

A alta criminalidade no Centro Histórico de Porto Alegre foi pauta de reunião da Comissão de Segurança Urbana da Câmara Municipal de Porto Alegre nesta terça-feira. Proposta pelos vereadores Jessé Sangalli (PL) e Vera Armando (PP), ela teve como base dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, que apontou que, nos primeiros seis meses deste ano, foram registrados 2.575 assaltos na Capital, sendo 431 casos no Centro Histórico, entre 21h e 23h59min. O encontro reuniu comerciantes, moradores e órgãos de segurança, como a Guarda Municipal, Brigada Militar e Polícia Civil, visando discutir ações concretas de prevenção e combate aos assaltos e roubos para devolver a sensação de segurança.

O vereador Jessé Sangalli informou que a reunião foi organizada após relatos de insegurança por empresários que trabalham na região do Centro, e que o ministério jurídico solicitou uma reunião para a comissão específica de segurança da Câmara. A vereadora Vera Armando pontuou que o grande número de assaltos e roubos leva as pessoas a não quererem frequentar a região e ao fechamento de comércios.

“Nossa grande preocupação é justamente a questão da insegurança no coração da nossa cidade, que é o Centro Histórico, e essa escalada no número de crimes que ocorrem de furtos e roubos, trazendo muita insegurança para os moradores e para o comércio”, afirma. “Nós sabemos da existência das câmeras de segurança e queremos saber se elas estão funcionando, o que que acontece após a verificação desses locais que têm essa maior ocorrência de furtos”, complementa.

Um dos empresários a consultar os vereadores foi Ricardo Sondermann. Para ele, o principal desafio está no aumento da percepção da segurança, com a presença de pessoas em situação de rua. “O que a gente precisa é acolher essas pessoas que estão vagas pelo centro, levar elas para abrigo, dar trabalho, fazer com que elas sem ocupem, porque é uma questão social premente”, sugere.

O secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos de Porto Alegre, Cezar Schirmer, também estava presente na reunião, mas com contrapontos. Na sua visão, a insegurança perpassa o estado e o país, e o Centro Histórico, comparativamente a outros bairros de Porto Alegre, é mais seguro. “A insegurança baixou substancialmente. Claro que persiste o problema, mas em um país inseguro você querer um paraíso de segurança, é impossível”, alegou.

Ele destacou a implantação dos totens de segurança e de câmeras de monitoramento 360º, além de contêineres da Guarda Municipal e, em breve, um espaço do órgão no Viaduto Conceição, que deverá “reduzir substancialmente a insegurança”. “O horário noturno é um pouco mais problemático, e determinadas ruas são mais problemáticas. Então, a Guarda tem que trabalhar em cima disso”, justificou.

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A segurança pública, que não envolve apenas a atuação da Guarda, engloba também a prevenção, afirma Marcelo do Nascimento, chefe da Guarda Civil Metropolitana. “É muito importante que a gente trabalhe fortemente nas questões que são anexas e complementares à área de segurança pública, que passa por iluminação, limpeza, ordenamento urbano, a presença física do Estado e que as pessoas saibam que o poder público está trabalhando naquela área”, afirmou. Ele acredita que as obras no Centro Histórico, as novas bases operacionais para presença ostensiva poderão melhorar a insegurança.

O desafio, para Nascimento, ainda está no incremento de efetivo, que atinge o poder público como um todo. Ele lembrou que, em breve, haverá o chamamento de 100 novos guardas por meio de concurso público, e tão logo serão implementados no centro e na periferia.