Polícia

STJ barra construção de presídio sem licitação em Canoas

MP conseguiu liminar por suspeita na contratação direta da empresa Verdi

O Ministério Público obteve liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que o governo do estado do Rio Grande do Sul suspenda o contrato com a Verdi Construções S/A para a obra de um presídio com 393 vagas em Canoas, na Região Metropolitana. O MP considerou suspeita a contratação direta, com perigo de dano irreparável ao contribuinte.

Obtida na primeira instância, a liminar foi cassada pela 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, que entendeu justificada a escolha da empresa sem licitação. A ideia do Piratini é investir R$ 18 milhões no projeto, que prevê o uso de pré-moldados, a fim de acelerar a conclusão.

Diante dessa decisão, a Procuradoria de Recursos ingressou com recurso especial no STJ, e com uma ação cautelar, essa última visando a impedir que a obra seja executada antes da decisão do mérito. O ministro relator do caso, Og Fernandes, deferiu o pedido de liminar.


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