O laudo foi entregue à Vara de Execuções Criminais (VEC) de Bento e nesta quarta-feira o delegado se reúne com a juíza Fernanda de Azevedo para discutir a possibilidade de liberação de parte das celas. Ele relata que 70 presos do regime aberto foram removidos para outros locais. Seguem no local 137, além de 57 do semiaberto.
No dia da decisão judicial, a assessoria de imprensa da Susepe havia informado que a intenção do órgão era cumprir o determinado e desativar o presídio. Posteriormente, a ideia é fazer uma nova unidade no município, mais afastada do Centro.
O Ministério Público solicitou a desativação da instituição de Bento em razão de problemas como superlotação, irregularidades na prevenção de sinistros e precariedade sanitária. A capacidade da instituição é para 158 detentos, mas o número antes das transferências era 30% superior.
Na quinta-feira, parte dos presos se rebelou em função de uma revista. A descoberta de um suposto plano de fuga, além da apreensão de material ilegal, como celulares, motivaram a revolta. Os apenados colocaram fogo em colchões e brigaram entre eles. O Grupo de Ações Especiais (Gaes) da Susepe foi enviado de Porto Alegre para Bento, reforçando a segurança, e foi necessário o uso de bombas de efeito moral para conter o tumulto.