A Advocacia-Geral da União irá entrar com um recurso - mandado de segurança - no Supremo Tribunal Federal para anular o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Os detalhes do recurso serão apresentados em entrevista coletiva com o ministro José Eduardo Cardozo na sede da AGU.
A tese do recurso é que o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) cometeu desvio de finalidade ao aceitar o pedido contra Dilma. Pela argumentação do governo, isso teria viciado o processo. O governo argumenta que o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, suspenso na semana passada por obstruir investigações contra ele no âmbito do escândalo de propinas na Petrobras, aceitou um pedido para abrir um julgamento de impedimento contra Dilma por "vingança" pessoal.
Segundo o governo, Cunha deu luz verde ao processo depois que o PT decidiu apoiar uma investigação contra ele na Câmara por falhas éticas, que contemplam sanções que poderiam custar-lhe o mandato, agora em suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Apesar da derradeira tentativa do governo, os ministros do STF têm dado sinais de que não estão dispostos a suspender a tramitação do impeachment.
Nessa segunda, Cardozo, em entrevista para jornalistas, disse, após decisão de Waldir Maranhão de anular as sessões de votação do impeachment na Câmara, que a Casa deveria votar novamente a admissibilidade do processo. Mais tarde, porém, Maranhão acabou revogando sua decisão. O presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu, dar sequência ao processo, o que teria motivado Maranhão a rever sua ordem.A @AdvocaciaGeral vai ao @STF_oficial pedir anulação do processo de impeachment — AGU (@AdvocaciaGeral) 10 de maio de 2016