Política

Alcolumbre diz que Senado debaterá fim da 6x1 “sem pressa” e não será “carimbador” da Câmara

Presidente do Senado afirma que proposta passará por comissões e que ouvirá setores envolvidos

Alcolumbre defendeu tempo para que os senadores promovam alterações no texto da Câmara
Alcolumbre defendeu tempo para que os senadores promovam alterações no texto da Câmara Foto : Andressa Anholete / Agência Senado / CP

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira, 2, que a Casa levará o "tempo razoável" para analisar a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho 6x1. Alcolumbre disse que o Senado não será "carimbador" dos projetos que saem da Câmara e debaterá o tema "com calma, sem açodamento e sem pressa".

"Espero que o Senado possa ter o tempo razoável para se desobrigar de um debate com essa envergadura e essa magnitude. Para que os senadores possam ler o texto, interpretar o texto, ouvir os setores envolvidos, ouvir os trabalhadores, os que produzem", declarou ele, durante sessão do Senado. Alcolumbre disse que alguns senadores pediram a ele para criar uma comissão especial, enquanto outros solicitaram que votasse o texto diretamente no plenário.

Alcolumbre reiterou, no entanto, que o projeto deve passar por comissões - o senador já sinalizou que deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente do Senado também avisou que convocará uma reunião de líderes na próxima semana para debater o assunto. "Essa proposta terá de tramitar nas comissões. A cobrança de todos os senadores sobre a Presidência é que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão", falou.

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Alcolumbre defendeu tempo para que os senadores promovam alterações no texto da Câmara, caso considerem necessárias: "Espero muito que, nesse debate, que a gente possa, à altura do Senado, promover um aperfeiçoamento a esse texto, se couber. Seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância". Para o senador, a Casa tem o direito de participar do debate.

"Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara ... Não pode rede social, um ou outro ator, cobrar do Senado que a matéria chegue de manhã e que a gente vote de tarde", disse.