Ayres Britto analisou, ainda, o momento vivido pelo Brasil no que se refere à liberdade. "Aqui e ali reponta uma ou outra análise doutrinária, é produzida uma ou outra decisão limitadora dessa liberdade. Mas isso faz parte do processo de afirmação da sua plenitude", avalia o magistrado. "O que cabe à imprensa é vivenciar sua liberdade em sua plenitude, defendê-la. E deixar sempre claro para a sociedade que não se pode, pelo temor do abuso, proibir o uso."
Por outro lado, segundo o ex-ministro, a imprensa deve entender que seu papel de "poder é um direito que corresponde ao de interferir na esfera de liberdade de terceiros, e às vezes a imprensa se equivoca, comete injustiças", ponderou. "A imprensa passa então a se autocontrolar e a ser controlada pela sociedade difusamente", observou.