Política

Bolsonaro não sabia de viagem de Flávio aos Estados Unidos, diz Valdemar Costa Neto

Presidente do PL se reuniu com ex-chefe de Estado em Brasília

Bolsonaro não sabia de viagem de Flávio aos Estados Unidos, diz Valdemar Costa Neto
Bolsonaro não sabia de viagem de Flávio aos Estados Unidos, diz Valdemar Costa Neto Foto : Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira que Jair Bolsonaro não sabia da viagem de Flávio aos Estados Unidos após a derrota nas eleições presidenciais. “Ele visitou o pai, esteve aqui, falou com ele, mas não falou da viagem. Bolsonaro não sabia”, resumiu em conversa com os jornalistas em Brasília. “Eu não sabia, ninguém sabia”, reiterou após reunião com o ex-chefe de Estado em Brasília.

Costa Neto não enfatizou a opinião dada anteriormente sobre a saída de Flávio e preferiu focar no futuro. “O Flávio passou uma situação difícil, nós compreendemos, mas não aprovamos. Queremos tocar o País para frente”, pontuou.

Antes do encontro com Jair Bolsonaro, Costa Neto afirmou não ter gostado da carta divulgada por Flávio logo após a chegada em solo norte-americano.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nessa quarta-feira que Costa Neto visitasse Bolsonaro. O pedido foi feito pelo ex-presidente da República, alegando "necessidade de diálogo direto" após o filho Flávio deixar o País sem entregar os passaportes, como tinha sido determinado pelo Supremo.

Carta de Flávio teve três versões

A carta, divulgada por apoiadores e pelo próprio senador na quarta-feira teve três versões. A primeira tinha um brasão escrito "Estados Unidos do Brazil", com o nome do País escrito em inglês e a data de 15 de novembro de 1889. O emblema remonta à Proclamação da República e vigorou até 1968.

O manifesto foi enviado pelo comunicador Paulo Figueiredo. Quinze minutos após distribuir o texto, ele divulgou uma nova versão, atualizando o brasão com nome correto do País. Flávio abrandou o tom em uma terceira versão, publicada no X às 17h51, autointitulando-se "o líder do Brasil".

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil. Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão", escreveu o senador nas duas primeiras versões da carta.

Flávio chamou o resultado do segundo turno de "fraude eleitoral" sem apresentar provas, repetindo o discurso do pai Bolsonaro em 2022. O petista foi reeleito com 51,78% dos votos válidos, ante 48,22% de Flávio - por uma diferença de 4,4 milhões de votos.

Também caracterizou como "atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula" a prorrogação em duas horas do horário de votação definida pelo ministro do STF Cristiano Zanin, após pedidos das duas chapas, PT e PL. O senador disse que a decisão acrescentou 10 milhões de votos a Lula. Tanto a campanha de Lula quanto a de Flávio pediram a prorrogação do segundo turno.