Política

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que ex-presidente possa reduzir pena com leitura de livros

Pelas regras, é possível reduzir quatro dias da pena a cada obra lida, desde que o preso elabore relatórios ou resenhas

Os advogados afirmam que Bolsonaro manifestou interesse formal em participar do programa de remição de pena pela leitura
Os advogados afirmam que Bolsonaro manifestou interesse formal em participar do programa de remição de pena pela leitura Foto : Saulo Cruz/Agência Senado/CP

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para que o ex-chefe do Executivo possa reduzir a pena por meio da leitura de livros. O pedido foi apresentado nesta quinta-feira, 8, e é assinado pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser.

Na petição, os advogados afirmam que Bolsonaro manifestou interesse formal em participar do programa de remição de pena pela leitura, com o objetivo de realizar atividades educativas e culturais durante o cumprimento da pena.

O programa está previsto na Lei de Execução Penal e regulamentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Pelas regras, é possível reduzir quatro dias da pena a cada obra lida, desde que o preso elabore relatórios ou resenhas, que precisam ser analisados por uma comissão da unidade prisional e homologados pela Justiça.

A defesa também solicita que Bolsonaro tenha acesso às condições necessárias para participar do programa, como livros previamente autorizados e catalogados pela administração penitenciária.

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No documento, os advogados dizem ainda que o ex-presidente se compromete a realizar leituras periódicas e a entregar, ao final de cada obra, um relatório escrito de próprio punho, seguindo as regras do CNJ.

Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se autoriza ou não a participação de Bolsonaro no programa de remição de pena pela leitura.