Eleições

Após receber apoio, Bolsonaro diz que quer conversar com Dallagnol

Deputado federal mais votado do Paraná, com 344.917 votos, ex-coordenador da Lava Jato fez aceno ao presidente

Deltan Dallagnol foi criticado por manifestantes em palestra em Porto Alegre
Deltan Dallagnol foi criticado por manifestantes em palestra em Porto Alegre Foto : Andressa Anholete / AFP / CP Memória

O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), contou, nesta sexta-feira, que conversará com o deputado federal eleito Deltan Dallagnol (Podemos-PR), sobre o segundo turno das eleições.

"Se o Dallagnol, como já publicamente abriu seu voto, fiquei muito feliz, pretendo conversar com ele – coisa que nunca aconteceu entre nós", disse Bolsonaro em conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada.

Na última segunda-feira, o ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato e deputado federal mais votado do Paraná, com 344.917 votos, Dallagnol declarou apoio à candidatura pela reeleição do presidente. O segundo turno irá ocorrer no dia 30 de outubro e será entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em vídeo compartilhado em seu perfil no Instagram, Dallagnol agradeceu aos eleitores paranaenses que o elegeram e anunciou que faria oposição à candidatura do petista por sete motivos. "Corruptos, vocês não vencerão. Eu agora vou fazer oposição à candidatura do Lula ou ao seu governo por sete razões: mensalão, petrolão, aumento da violência, saque às estatais, defesa da censura, apoio a ditaduras e a maior crise econômica da história".

Sergio Moro

Na sequência, citou o apoio que recebeu de Sergio Moro (União Brasil-PR), ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de seu governo e agora senador eleito. "Lula não é uma opção eleitoral, com seu governo marcado pela corrupção da democracia. Contra o projeto de poder do PT, declaro, no segundo turno, o apoio para Bolsonaro", disse o ex-juiz nas redes sociais.

Durante conversa com os jornalistas, Bolsonaro comentou o episódio. "Se o [Sergio] Moro quiser conversar comigo, da minha parte há interesse, estamos à disposição. São duas pessoas que mostraram as entranhas do poder em Brasília, por ocasião da Lava Jato, conhece muito do que aconteceu da vida do ex-presidiário que quer voltar ao poder", afirmou.