“A principal prioridade é a proteção do povo gaúcho. A chuva pode vir e a água pode subir, mas é inadmissível perder vidas”, afirmou o deputado estadual e futuro secretário de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Capitão Martim (Republicanos). A segunda prioridade de sua gestão será dar continuidade aos projetos que já estão em andamento.
Na próxima terça-feira (3), está prevista uma reunião, a pedido do governador eleito Luciano Zucco (PL), na qual Capitão Martim conversará com o coronel Luciano Boeira, que permanecerá na pasta, para definir suas atribuições. “Ainda não sabemos ao certo o papel que ele desempenhará, mas queremos dar continuidade ao trabalho dele, pois, nos momentos mais críticos do Estado, ele estava lá. Além disso, nesse encontro, faremos um raio-X da situação do Estado para, posteriormente, repassar as informações ao governador Zucco”, disse Martim.
“Tenho que avaliar todos os sistemas de proteção. Visitarei os de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, que são referência, além de serem estados com os quais o governador Zucco manterá uma parceria”, apontou o futuro secretário.
Segundo Martim, uma das primeiras ações será a realização de simulados que envolverão diversas cidades do Rio Grande do Sul, com o objetivo de treinar os órgãos federais e institucionais para que tudo funcione quando necessário. “Outras ações ocorrerão ao longo da transição e, logo na posse, vamos apresentar medidas imediatas, de médio e longo prazos.”
- Zucco anuncia Procuradoria-Geral, Defesa Civil, Obras e líder de governo
- Governador eleito projeta corte de secretarias e maioria no Legislativo
Martim comentou que está prevista a criação de um departamento de Gestão de Riscos, que contará com planos de contingência para dar apoio aos municípios que precisarem. Outra iniciativa será o investimento da Defesa Civil nas Escolas, que prevê a execução de um projeto de lei proposto pelo próprio Martim (PL nº 424/2023). A proposta consiste na realização de atividades educativas voltadas às temáticas de redução de riscos, autoproteção, gestão de desastres e cuidados com o meio ambiente.
“Vamos promover boas práticas para transmitir a mentalidade de proteção, prevenção e organização às crianças. Dessa forma, elas poderão instruir os pais em casa e saberão como agir diante de riscos iminentes”, explicou Martim.
De acordo com o futuro secretário, serão realizadas diversas análises nas regiões bastante afetadas pelas águas, como o Vale do Taquari. Ele apontou que o Estado já iniciou a realocação de pessoas e que R$ 192 milhões já foram aprovados pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para reassentar moradores de áreas de risco, permitindo também o trabalho com áreas de alagamento controlado.
“Esse valor é uma das melhores medidas com as quais podemos trabalhar, pois só de conseguir realocar essas pessoas já nos dá um respiro. A água pode invadir a área controlada e não afetará a vida dessas pessoas”, disse.
Martim apontou ainda a necessidade de levar bombeiros militares, em nível de batalhão, para Lajeado, a fim de ampliar a assistência à região. “Não será apenas para auxiliar nos resgates, mas para aumentar o desenvolvimento daquela região. Aumentar o efetivo permite ampliar a agilidade dos resgates, o desenvolvimento e a segurança.”
