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Cury defende impeachment e STF com nove ministros

Candidato à Presidência, Augusto Cury, defende a redução do número de integrantes da Corte e o debate sobre afastamento de agentes públicos

Cury defendeu ainda reduzir de 11 para nove o número de ministros do Supremo
Cury defendeu ainda reduzir de 11 para nove o número de ministros do Supremo Foto : Mauro Schaefer/ CP Memória

Augusto Cury, candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), afirmou nesta segunda-feira, 7, que o Senado deve discutir pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e voltou a defender a redução do número de integrantes da Corte de 11 para nove.

Durante sabatina da Jovem Pan, Cury disse que nenhum agente público deve ser protegido e afirmou que, em caso de condenação, deve haver afastamento. "Ninguém deve ser protegido. Ninguém está acima da lei", declarou.

Questionado diretamente se era favorável à discussão de impeachment, Cury respondeu: "Tem que ter impeachment. O Senado Federal tem que discutir. Ele tem que discutir o impeachment. Como não? Ele tem que ter responsabilidade."

O candidato também criticou a atuação do Congresso e afirmou considerar que o Legislativo tem sido "muito frágil" diante do Supremo.

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Segundo ele, em algumas situações, o STF "legisla, ou pelo menos flerta com legislar", em temas que caberiam ao Congresso.

Redução no número de ministros

Cury defendeu ainda reduzir de 11 para nove o número de ministros do Supremo. Segundo ele, a proposta tem como referência a composição da Suprema Corte dos Estados Unidos. "Eu me inspiro muito no que ocorre em alguns países. Por exemplo, a Corte americana, que tem nove. Nós temos que enxugar quadros", afirmou.

No mesmo bloco, Cury disse esperar que o presidente do STF, Edson Fachin, atue "com o máximo de independência, com o máximo de celeridade e com o máximo de justiça" em questões envolvendo a Corte.

Pix

Cury também ressaltou que, se eleito, manterá o Pix, mas com 'algumas adaptações', sem dar detalhes. O mecanismo de pagamentos brasileiro é alvo de investigação pelo governo norte-americano.

De acordo com o candidato, o Brasil deverá ter, em seu eventual mandato, uma postura pacífica, mas não subserviente. 'Nós vamos manter o Pix no meu governo, mas temos que trazer algumas adaptações.'

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