Faltando 18 dias para a primeira etapa da votação, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, que os desgastes enfrentados pela Corte não afetem o processo eleitoral. As informações são do site R7.
“Qualquer pessoa está sujeita à lei. Eu, Fachin, os ministros do Supremo e cada cidadão deste País. O que não pode acontecer é a população presenciar essa onda de acusações sem fim. Relatos de somas milionárias envolvendo parentes e a sociedade ficando perdida com todas essas notícias”, declarou Lula nesta quarta-feira (16).
“Cabe ao presidente Fachin impedir que esse cenário prejudique as eleições”, acrescentou o candidato, defendendo uma “investigação rigorosa”. Os comentários foram feitos durante sua participação no podcast Desce a Letra.
A manifestação de Lula ocorreu logo após o STF iniciar a análise sobre instaurar um processo contra o ministro Alexandre de Moraes, motivado por um suposto vínculo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.
O mandatário sustentou que a Justiça necessita de uma reestruturação, no mesmo caminho do sistema político, o qual classificou como “deteriorado”.
“Sinto uma grande indignação, pois o povo brasileiro não merece esse tipo de situação. Tenho convicção de que vamos achar uma solução, investigar os fatos, responsabilizar os culpados e debater uma reformulação do Judiciário, integrada a uma mudança na política”, ressaltou.
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Cobrança por apuração e responsabilização
Em conversa com o Jornal da Record na terça-feira (15), Lula apontou que, após a liberação dos dados confidenciais do Master, Fachin dispõe de todos os elementos para expor a situação, cabendo-lhe investigar, processar e penalizar eventuais desvios no tribunal.
“A população não pode testemunhar a perda de credibilidade do Supremo Tribunal Federal. O topo do Judiciário deve servir de modelo. Por isso, exige-se uma apuração profunda, incluindo a liberação dos registros telefônicos de todos os envolvidos”, afirmou.
Caso alcance um novo mandato, o presidente prometeu implementar transformações na estrutura do Judiciário.
“Precisamos rever os métodos de nomeação, o tempo de permanência dos ministros e as regras de seleção para os demais magistrados e tribunais. A Justiça precisa resgatar a confiança pública e ser um referencial positivo”.
