O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira, 26, que liderará a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após sua derrota no segundo turno das eleições presidenciais. "Eu vou organizar a oposição (...) Não vão me calar, não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil”, declarou Flávio Bolsonaro em um vídeo publicado em suas redes sociais.
O senador não reconheceu a vitória de Lula no domingo e disse que pediria a anulação das eleições.
O filho mais velho de Bolsonaro fica no Senado até 31 de janeiro de 2027. Em fevereiro, sem mandato, perde o foro por prerrogativa de função e encerra, por ora, uma trajetória iniciada na política aos 21 anos, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Será a primeira vez em 24 anos em que Flávio Bolsonaro não terá mandato e, por consequência, foro por prerrogativa de função, o "foro privilegiado".
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Nesta segunda-feira, o Flávio Bolsonaro publicou um vídeo em que afirma que foi intimado pela Polícia Federal e teve de entregar seus passaportes. O senador disse ainda que está proibido de deixar o país.
"Eu fui visitar meu pai. Como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país", afirmou. Ainda de acordo com Flávio, a decisão do ministro Alexandre de Moraes foi tomada no domingo à noite, após o resultado das eleições, em que o senador foi derrotado pelo presidente Lula.
