Fugir da polarização para debater os problemas da cidade é a principal aposta da campanha da candidata Maria do Rosário (PT) à prefeitura de Porto Alegre. É unanimidade entre os coordenadores da campanha petista o intuito de “apresentar o plano de ação”, com propostas para áreas diversas, mas com ao menos três focos: resoluções visando às enchentes; o desenvolvimento econômico e sustentável da cidade; e a qualidade do serviço público.
Sob esse mote, a estratégia inicial é divulgar esse plano de ação, através de materiais, atos públicos e nos debates. Assim, a ideia é fugir daqueles que tentem reduzir a candidata às questões nacionais.
Coordenadora geral da campanha, a deputada Laura Sito (PT) explica que o projeto nacional coordenado pelo presidente Lula será defendido, da mesma forma que os recursos e ações que o governo federal têm realizado na cidade. Ao mesmo tempo, ela é categórica: “não vamos cair em provocação”.
E, assim como o tema das enchentes deve pautar a eleição de forma geral, esse também deve ser assunto central na campanha de Rosário, inclusive no que diz respeito aos locais de atuação.
Apesar de as equipes afirmarem que as mobilizações estão “espraiadas” e bem distribuídas pela cidade, bairros e regiões atingidas pelas águas do Guaíba, como o Sarandi, por exemplo, deverão ganhar uma atenção especial da campanha. O mesmo vale para os bairros mais periféricos.
Os estrategistas entendem que são essas as áreas que demandam respostas mais ágeis e com maior dificuldade de acesso à informação. Apesar disso, os dois atos de largada da campanha, tanto na sexta-feira, início da campanha eleitoral, quanto no domingo, serão em "locais clássicos” da militância: o Largo Glênio Peres, no centro, e o Brick da Redenção.
Apesar de a candidata, ao longo de sua trajetória política, acumular índices de rejeição, não é essa a preocupação dos gestores da campanha no momento, mas sim mobilizar a militância. Ainda mais após as enchentes, quando os articuladores acreditam que a popularidade do prefeito Sebastião Melo (MDB) declinou.
Ao mesmo tempo, Laura Sito reconhece que há núcleos ainda resistentes à ideia de Rosário e, quanto a isso, a ideia é “ir quebrando o gelo” através da presença física da candidata em atos de campanha, se aproximando cada vez mais da população, e apresentando ela e seu projeto para população através dos debates.
Ainda em relação à rejeição, a coordenadora acredita que boa parte dela está baseada em "fake news" e que, esse enfrentamento, vem sendo diário e constante.
