Em sua primeira fala como presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu ao povo brasileiro pela mobilização histórica no segundo turno, que culminou com a virada diante de Flávio Bolsonaro (PL) na noite deste domingo. Lula venceu com 51,78% dos votos válidos contra 48,22% do filho de Jair Bolsonaro.
“Eu quero agradecer ao povo brasileiro e à generosidade que eles têm comigo”, afirmou ao relembrar os atos que marcaram as últimas semanas no Brasil. O petista fez uma reflexão diante do cenário eleitoral acirrado e garantiu que pretende “mudar a maneira de governar o país” nos próximos anos, com uma maior presença nas redes sociais.
Lula também enfatizou que, agora reeleito, o “Brasil é um só” e passará a governar para todos os brasileiros. “Tenho que governar para 215 milhões”, afirmou. “Vou fazer um compromisso na frente da imprensa. Eu vou fazer o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país”, acrescentou.
Desafios em 2026
Lula lembrou das decisões e da influência da Meta durante o processo eleitoral que limitou o alcance de algumas postagens da campanha petista. "Essa eleição foi uma eleição que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime do mundo digital tenha que ser tratado igual ao crime da vida real".
Por fim, o presidente reeleito brincou com o fato de ter alertado que nunca havia vencido no primeiro turno. “Eu disse que nunca ganhei no primeiro turno, mas também nunca perdi no segundo turno”, disse.
Críticas ao adversário
No mesmo tom que vinha adotando na reta final das eleições, Lula repetiu críticas ao seu adversário. “Essa eleição foi uma derrota do negacionismo, da mentira, e eu confesso para vocês que, cada vez que eu ia a um debate, ficava constrangido. Eu nunca pensei que fosse me deparar com um representante genuíno do milicianismo nesse país. Uma pessoa que pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez.”
Sobre uma eventual dificuldade para governar pelos resultados do primeiro turno, Lula reiterou que não acredita em problemas de relação com o Congresso. “Eu não escolhi esse Congresso, foi o povo que escolheu e eu tenho que me adaptar e trabalhar com ele”, projetou.
