Em meio ao processo de transição de governo, o prefeito reeleito Sebastião Melo (MDB) articula com os partidos aliados as possibilidades para ocupar secretarias. Os próximos anúncios, depois da divulgação do novo secretari de Educação de Porto Alegre (Smed), devem acontecer a partir da primeira semana de dezembro. Em entrevista ao programa Acontecendo, da Rádio Guaíba, para o jornalista Lasier Martins, Melo comentou sobre os próximos passos da gestão.
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Na última segunda-feira, o atual prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal (PL), foi anunciado na pasta da Educação, que, na primeira gestão de Melo, sofreu com denúncias de corrupção e foi ocupada por quatro secretários. Sobre a escolha, o emedebista afirmou que Pascoal é, “antes (de uma indicação) do PL, um prefeito testado, aprovado e reaprovado”. O deputado federal Luciano Zucco, presidente municipal do PL, foi quem indicou o nome do prefeito de Esteio.
"Decidi sobre ele no feriadão”, comentou Melo. “A Educação, vai trabalhar incansavelmente para acabar com as filas e melhorar o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)”, acrescentou.
Em Esteio, Pascoal foi secretário da área por pouco mais de um ano, conciliando com o trabalho de prefeito. Lá, a fila para a educação infantil foi zerada e a evasão escolar reduzida em 95%.
Para as demais secretarias, Melo ouve as indicações dos partidos coligados. “Os partidos têm que ter quadros que naveguem. Quem assumir secretariado, vai receber no seu tablet a missão que veio das urnas. Não tem secretário que vai assumir e dizer: ‘vou fazer o meu governo’. É um governo só”, ressaltou.
Denúncias na Educação
Com quatro secretários em quatro anos e diversas denúncias de irregularidades na Smed, Melo lamentou os episódios e afirmou não estar envolvido com “nenhum tipo de corrupção”. “Ao tomar o conhecimento de qualquer possível irregularidade, eu sou o primeiro a dar o pontapé. Fiz o que podia fazer e mandei para os órgãos de controle”, comentou.
No último dia 13, o então vereador da Capital e filho do prefeito, Pablo Melo, foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão na sua casa e no seu gabinete pela Operação Capa Dura, da Polícia Civil. Nesta fase, o objetivo era descobrir os papéis de envolvidos em uma reunião no gabinete do prefeito, em 2021, com o empresário Jailson Ferreira da Silva, que está foragido.
"Nunca misturei pai com mandato. Pablo é vítima de um processo”, falou Melo, revelando que, em conversa com o filho, disse para ele “trabalhar para repor a dignidade”.