Paes e Crivella disputarão o segundo turno no Rio de Janeiro

Paes e Crivella disputarão o segundo turno no Rio de Janeiro

Ex-prefeito liderou a apuração com 37% dos votos, contra 21,86% do atual gestor municipal

R7

Confronto entre gestores promete embates polêmicos

publicidade

O mais votado no primeiro turno da eleição municipal no Rio Janeiro foi o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que liderou as pesquisas do Ibope na capital fluminense, incluindo a de boca de urna. Ele vai disputar o segundo turno com o atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos). Paes, até às 23h deste domingo, com 95% das urnas apuradas, tinha 37% os votos válidos, contra 21,86% de Crivella. As candidatas Martha Rocha (PDT) e Benedita da Silva (PT), obtiveram, respectivamente, 11,32% e 11,30% dos votos válidos. Luiz Lima (PSL) tinha 6,85%; Renata Souza (PSol), 3,23%, Paulo Messina (MDB), 2,92%; e Bandeira de Mello (Rede), 2,48%.

Eduardo Paes foi prefeito do Rio por dois mandatos, de 2009 a 2017. Ele votou no Gávea Golf Clube, em São Conrado. Em entrevista pela manhã, o candidato mostrou otimismo mas disse que não levava em consideração pesquisa, “boa ou ruim”. Paes chegou à seção eleitoral acompanhado da esposa, Cristine, e dos filhos, Bernardo e Isabela. Ele evitou comentar a possibilidade ser apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro no segundo turno. “Está muito claro que o Bolsonaro apoia o Crivella, que o Lula apoia a Benedita, que o Ciro apoia a Martha, a Marina apoia o Bandeira (de Mello), e eu quero tratar do Rio”, disse.

Veja Também

Já o atual prefeito Crivella agradeceu abertamente ao presidente Jair Bolsonaro. Ele votou pela manhã acompanhado pela mulher e pelo filho em uma escola da Barra da Tijuca. “O apoio que o presidente me deu já foi muito grande”, comentou. Ele não hesitou em atacar Eduardo Paes, elencando construtoras que teriam delatado o oponente por supostas fraudes em licitações para obras na Olimpíada do Rio, em 2016.

No final da noite, ao chegar ao seu comitê de campanha, no bairro Jacarepaguá, Crivella afirmou que o segundo turno é uma nova eleição, em que o desempenho do governo dele e o de Eduardo Paes será comparado. Segundo ele, os números de rejeição à candidatura dele devem mudar, por que se referem a sua gestão e não a sua pessoa. “É diferente quando a rejeição é pessoal, quando o candidato é réu e está envolvido em corrupção”, completou Crivella, alfinetando o adversário.

Benedita da Silva, de 78 anos, voltou a ser candidata após ter sido governadora do Rio de Janeiro e vereadora da cidade, além de deputada federal e ministra. “É uma emoção muito grande, depois de tantos anos, voltar candidata à prefeitura. Fizemos uma campanha muito bonita”, comentou, ao votar, pela manhã, a quarta colocada.


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895