Em meio a uma série de imbróglios judiciais, o prefeito eleito de Canoas, Airton Souza (PL), segue a composição do seu secretariado. Nesta segunda-feira, além de anunciar dois novos nomes para a sua gestão, Airton também esteve na sede da Polícia Federal (PF) para prestar depoimento na investigação do caso onde ele foi filmado entregando maços de dinheiro, retirado das calças, a uma pessoa dias antes da eleição. A PF investiga possível crime eleitoral. Ricardo Breier, advogado de Airton e ex-presidente da OAB-RS, garantiu que os fatos foram esclarecidos e que ocorrido não tem quaisquer ligações com questões eleitorais.
Já a outra pendência jurídica de Airton terá desdobramentos nesta terça-feira. A defesa do prefeito eleito irá ingressar com recurso questionando as fundamentações do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeitou, na última semana, o embargo declaratório movido. O argumento de Airton é de que a Corte usou como parâmetro a sentença do processo, não o acórdão.
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Airton foi condenado, em primeira instância, por improbidade administrativa na época em que administrava a extinta Companhia de Indústrias Eletroquímicas (Ciel), empresa pública ligada à Corsan. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça gaúcho, que manteve a condenação. Agora, irá recorrer a decisão, pela quarta vez, ao STJ.
Enquanto isso, o prefeito eleito segue na montagem do primeiro escalão. Os dois novos nomes anunciados nesta segunda-feira foram o do publicitário Edson Gandolfi, para pasta de Comunicação; e do arquiteto e urbanista Daniel Leite, para Desenvolvimento Urbano. Os anúncios começaram na semana passada, quando Airton divulgou Rossano Gonçalves, seu coordenador de campanha e ex-prefeito de São Miguel, para o cargo de secretário de governo; e Major Alberto Rocha como secretário de Segurança.