Eleições

PSDB e DEM não chegam a acordo sobre vice de Serra

Partidos devem realizar novo encontro ainda na noite desta terça-feira já que convenção dos Democratas é nesta quarta

Em nova reunião realizada na tarde desta terça-feira, o PSDB e o DEM não chegaram a um acordo sobre o nome que será indicado à vice-presidência na chapa de José Serra à presidência da República.

“Não teve acordo. Vamos trabalhar para que nas próximas horas a gente possa chegar a um acordo”, disse o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, ao deixar o hotel onde se reuniram por mais de três horas lideranças dos dois partidos em São Paulo. Segundo ele, uma nova reunião deverá ocorrer em Brasília ainda nesta noite.

Maia disse estar otimista com as negociações, mas ressaltou que o DEM não abre mão de indicar o candidato: “O PSDB indicou o Serra. Nós entendemos que o Democratas, independentemente do nome, deve indicar o vice. Isso gera unidade e gera palanques fortes e políticos empolgados em todos os estados”.

Segundo o presidente do DEM, o importante é que os dois partidos tenham a capacidade de compreender a posição do aliado e possam recuar de suas posições. Para vencer as eleições, Maia pediu uma união “verdadeira” entre o PSDB e o DEM.

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso também disse estar otimista ao deixar encontro. Apesar de a convenção nacional do DEM ocorrer nesta quarta-feira, FHC afirmou que ainda há tempo para negociar. “Estou otimista. O que está em jogo é um processo histórico e não pessoas”, disse. “Não se faz política com precipitação. Tem de conversar muito. Tem muito tempo até amanhã (terça)”.

Dias fala em “convocação”

Já o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), convidado pela cúpula de seu partido para ocupar a vaga, deixou claro que cabe a quem o “convocou para esta missão” resolver o problema com o DEM, principal aliado dos tucanos. “Você acha que alguém que recebe uma convocação nesses termos deve dizer que não aceita? Minha missão é atender a convocação. Estou aguardando conclusão de entendimentos e vou acatar a solução”, ressaltou o parlamentar ao ser questionado sobre o assunto.

O senador tucano disse não acreditar que as divergências entre os dois aliados vá criar problema futuro para a campanha de Serra. Ele qualificou toda a controvérsia criada a partir do convite que lhe foi feito como “divergências de momento”.

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