Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, ainda não se pronunciaram sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais de 12 horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória do petista, às 21h08 deste domingo, 25. O silêncio contrasta com a reação de governos de direita da América do Sul, como Chile, Colômbia, Equador, Peru e Paraguai, que reconheceram o resultado ainda na noite de domingo e na madrugada desta segunda-feira, 26.
O TSE declarou Lula reeleito com 97,69% das urnas apuradas. Àquela hora, o presidente somava 62,6 milhões de votos (51,74% dos válidos), contra 58,4 milhões (48,26%) do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foi a primeira vez na história da República que um candidato atrás no primeiro turno virou a disputa no segundo. Flávio afirmou que não aceitará o resultado e que pedirá a anulação da eleição na Justiça.
Trump monitorava a disputa
Antes do fechamento das urnas, Trump disse que acompanhava o segundo turno brasileiro. O americano não declarou apoio formal a nenhum candidato, mas afirmou que Flávio teve uma grande vitória no primeiro turno e classificou a eleição como “muito importante”.
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Milei sem reação
Na Argentina, Milei, que acumula embates públicos com Lula, também não comentou o resultado até a manhã desta segunda.
Líderes da direita reconhecem o resultado
A vitória de Lula interrompe uma sequência de guinadas à direita na América Latina, com governos alinhados a Trump eleitos na Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Ainda assim, parte desses líderes cumprimentou o brasileiro.
O chileno José Antonio Kast publicou foto ao telefone e disse ter ligado para Lula para parabenizá-lo. O colombiano Abelardo De La Espriella lembrou que torceu por Bolsonaro e afirmou que a vontade popular expressa nas urnas deve ser respeitada. Daniel Noboa, do Equador, defendeu cooperação diante de “inimigos comuns”, e Keiko Fujimori, do Peru, saudou a “jornada democrática” brasileira. Santiago Peña, do Paraguai, próximo de Trump, também enviou mensagem.
Fora do continente, Emmanuel Macron (França), Mark Carney (Canadá), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Narendra Modi (Índia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia) parabenizaram Lula.
