Eleições

Tumulto marca votação de Dilma em Porto Alegre

Jornalistas foram barrados por PMs em colégio de Porto Alegre

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Jornalistas foram impedidos pela Brigada Militar (BM) de acompanhar o voto da ex-presidente Dilma Rousseff na tarde deste domingo. Os portões da escola onde Dilma vota, na zona Sul de Porto Alegre, foram fechados e a imprensa ficou de fora. Houve empurra-empurra e, na confusão, o vidro da porta do colégio foi quebrado.

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Foto: Flávia Bemfica

Dilma votou acompanhada apenas do candidato a prefeito de Porto Alegre, Raul Pont (PT). Após a votação, ela se manifestou sobre o ocorrido: "Acho um absurdo. É antidemocrático impedir a imprensa de chegar aqui. Sempre votei aqui, e nunca houve isso. Nunca a Brigada Militar foi chamada e nunca fecharam as portas. É lamentável."


Foto: Samuel Maciel

Quando questionada sobre o impedimento como argumento de que a ex-presidente é uma cidadã comum, Dilma disse "sim, eu sou uma cidadã comum com muito orgulho. Há de ter orgulho de ser cidadão ou cidadã nesse país."

O juiz responsável pela sessão eleitoral, Nilton Carpes da Silva, acusou, em entrevista, a imprensa de ter quebrado os vidros da porta da escola que foi fechada. "Se eu permito a imprensa entrar, quem garante a individualidade do sufrágio, a segurança dos demais individuos que votam na sessão e dos equipamentos? Nas eleições anteriores tínhamos uma situação organizada, neste ano não, não sabíamos de nada", relatou. "O jornalista entrando como uma 'manada' entendo isso como inviável", reclalu o juiz.

Questionado se houve um erro de planejamento, uma vez que é sabido que a ex-presidente vota no local, o juiz disse que "não, que o que houve foi ausência de informação". Sobre fato de os votos dos ex-presidentes serem acompanhados pela imprensa, Silva disse que uma irregularidade não justifica a outra.

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