Política

Federação PSol/Rede será renovada para as eleições de 2026

No RS, objetivo dos partidos é eleger Manuela d’Ávila para o Senado

Lamac (d) se reuniu com a pré-candidata ao Senado, Manuela d'Ávila e com o presidente estadual da Rede, André Costa (e)
Lamac (d) se reuniu com a pré-candidata ao Senado, Manuela d'Ávila e com o presidente estadual da Rede, André Costa (e) Foto : Divulgação / CP

A federação entre o PSol e a Rede Sustentabilidade está em vias de ser renovada. A informação é do presidente nacional da Rede, Paulo Roberto Lamac Junior, que esteve em solo gaúcho na segunda-feira para participar de uma rodada de reuniões junto ao presidente nacional do PT, Edinho Silva.

“Entendemos que a federação PSol/Rede seja a melhor sucedida de todas que foram feitas desde 2022. Foi positivo para o PSol e, sem dúvida, continua sendo positivo para a Rede. A renovação é um caminho natural", avaliou Lamac.

O presidente nacional relembrou que a federação PSDB/Cidadania já está sendo desfeita; e a Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) ainda avalia algumas questões. “Não tínhamos nenhum ponto de instabilidade que colocasse em risco a federação”, comentou.

A federação partidária é uma aliança formal entre partidos que passam a atuar como um só bloco por, no mínimo, quatro anos. O instrumento, utilizado pela primeira vez nas eleições de 2022, vem sendo utilizado pelas siglas como uma forma de escapar da cláusula de barreira, inclusive pela Rede.

“Temos uma análise realista de que, neste momento, a Rede ainda não se encontra em posição de superar a cláusula (de barreira) fora da federação. Entre nós isso é um ponto pacificado”, afirmou. Em função disso, o objetivo central do partido em todos o estados é eleger nomes para Câmara dos Deputados. Hoje a sigla conta com três deputados federais e nenhum nome no Senado.

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No Rio Grande do Sul, o foco é eleger a ex-deputada Manuela d'Ávila, que assinou ficha no PSol nesta terça-feira e deve concorrer a uma vaga ao Senado. Apesar de o partido integrar a coligação liderada pelo PT – que tem o presidente da Conab, Edegar Pretto, como pré-candidato ao Piratini e o deputado federal Paulo Pimenta como outro nome ao Senado – o presidente não pretende barganhar cargos, como a suplência na vaga de Manuela, por exemplo.

“Preferimos um acordo que aumente as chances de eleição. Estamos aqui para somar o máximo possível em uma ampla aliança com os partidos progressistas. Acredito que ainda podemos receber o apoio de partidos que ainda não estão juntos (na coligação) e o que for necessário para agregar, faremos. Não estabeleceremos nenhum condicionante que possa dificultar essa parceria”, explicou Lamac.

Ao lado de Edinho em solo gaúcho, o presidente nacional da Rede participou de encontros entre os partidos de centro e centro-esquerda que defendem a reeleição do presidente Lula (PT).