Política

Estratégia do PT no RS é a atuação do governo federal durante as enchentes de 2024

Em solo gaúcho, presidente nacional do partido, Edinho Silva, comentou o processo eleitoral nacional e no Estado

Edinho participou de reuniões com partidos aliados ao longo desta segunda-feira
Edinho participou de reuniões com partidos aliados ao longo desta segunda-feira Foto : Joaquim Moura / PT / CP

O PT gaúcho já definiu parte da estratégia que deve levar para as eleições de 2026: reforçar os feitos do presidente Lula (PT) e do governo federal durante as enchentes de 2024.

“O modelo que nós queremos dialogar, aqui no Rio Grande do Sul, é que quando o povo gaúcho precisou, o governo (federal) foi um governo presente. Um governo que investiu, que nomeou um ministro, o ministro (Paulo) Pimenta, só para cuidar da reconstrução do Rio Grande do Sul. E essa reconstrução está sendo feita”, afirmou o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Edinho está em solo gaúcho para reuniões com partidos de centro e centro-esquerda, que apoiam a reeleição de Lula, com o objetivo de fomentar e solidificar as articulações para o pleito do próximo ano.

“Nós estamos com uma chapa forte, liderada pelo Edegar (Pretto) e pelo Pimenta e com uma política de alianças extremamente forte com partidos fortes”, reforçou o presidente nacional.

No final de novembro, após um cenário de indefinição sobre quem seria o candidato do PT ao Senado, o partido anunciou o nome de Pimenta. O posto estava em aberto porque o senador Paulo Paim, que havia sinalizado que não concorreria à reeleição, acabou mudando de ideia por um movimento das bases. Em sua fala prévia à coletiva de imprensa, Edinho afirmou que a sua presença no Estado também servia para "legitimar o processo construído (no RS)”, o qual ele julgou como “extremamente vitorioso".

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Com a definição, o PT chega para discutir com os outros partidos com apenas uma vaga a oferecer: a de vice de Pretto, visto que outra vaga ao Senado ficará com a ex-deputada Manuela d'Ávila, que se filia nesta terça-feira ao PSol. A intenção do PT é de que a posição seja ocupada por alguns dos partidos que vão integrar a coalizão, salientou o presidente partido no RS, o deputado estadual Valdeci Oliveira. Ele acredita, porém, que o nome do vice – assim como os suplentes de Manuela e Pimenta – só serão definidos em março, após esse primeiro ciclo de negociações.

Um dos partidos que os petistas ainda tentam atrair é o PDT, que lançou ex-deputada Juliana Brizola como pré-candidata ao governo do Estado. “O nosso espírito é esse: estabelecer um processo de diálogo com a Juliana, em um processo conduzido pela nossa direção aqui no Estado e, claro, temos dialogado com o PDT nacionalmente”, contou o presidente nacional.

Em Brasília, o ex-ministro e presidente do PDT, Carlos Lupi, vem conversando com o PT na tentativa de trocar o apoio à Juliana aqui no RS, pelo apoio do PDT a candidaturas petistas em outros estados. A tendência, porém, é de que isso não ocorra. “Nós temos um pré-candidato que é o presidente da Conab, Edegar Pretto. Uma liderança que já mostrou sua força e sua capacidade de nos representar em 2022”, reforçou Edinho.

Cenário nacional: Alckmin tem carta branca e adversário "não interessa"

O PT não deve influenciar no papel do vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin (PSB), no pleito de 2026, afirmou o presidente nacional da sigla, Edinho Silva. Alckmin está sendo cotado para concorrer ao governo de São Paulo e a permanência dele na chapa que elegeu Lula em 2022 ainda não é certa.

“O vice-presidente, de tão exitoso que ele é, na minha avaliação, ele decide qual será o seu papel na tática eleitoral de 2026. Quem vai decidir o papel que vai cumprir será o vice-presidente e nós vamos respeitar a decisão dele”, afirmou o presidente nacional petista.

Questionado, também, sobre a opinião do PT em relação à recém anunciada pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto, Edinho se limitou a afirmar que o adversário que o presidente Lula deverá encarar nas urnas "não interessa".

“Nós vamos fazer o debate e fazer confrontando com o Brasil deles com o Brasil de agora. Esse é o confronto que nós vamos fazer”, finalizou.