A professora Melina Fachin, diretora do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e filha do ministro do STF Edson Fachin, foi vítima de um ataque na última sexta-feira (12). Ao deixar a universidade, ela foi abordada por um homem não identificado, que a chamou de "lixo comunista" e a atingiu com uma cusparada. A agressão foi descrita como "covarde" pelo marido de Melina, o advogado Marcos Gonçalves, em uma publicação nas redes sociais. A professora não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.
Marcos Gonçalves associou o ataque a um evento tumultuado que havia acontecido na universidade dias antes. A UFPR cancelou um evento organizado por apoiadores de Jair Bolsonaro, e estudantes tentaram impedir a entrada dos palestrantes, o que gerou provocações e ataques verbais.
Reações e conexão com o STF
- Violência e Intimidação: Marcos Gonçalves afirmou que a agressão a sua esposa "carrega as assinaturas de todos aqueles que protagonizaram mais um episódio de provocação, tumulto e desrespeito às instituições". O Centro de Estudos da Constituição da UFPR repudiou o ataque em nota, classificando-o como um ato de "violência física e verbal em uma clara tentativa de intimidação, por ato covarde que atinge os valores de liberdade e democracia".
- Solidariedade: A professora Melina Fachin, conhecida por seu trabalho na defesa dos direitos humanos e da igualdade de gênero, recebeu apoio de diversos grupos, como a OAB Paraná, coletivos de estudo e ONGs, que destacaram sua trajetória.
- Contexto Político: O ataque a Melina Fachin acontece em um momento de alta tensão política, especialmente após o STF condenar o ex-presidente Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ministro Edson Fachin, pai da professora, assumirá a presidência do STF no final do mês.