Política

Filha do ministro Edson Fachin é atacada e recebe cusparada em universidade do PR

Agressão foi descrita como "covarde" pelo marido de Melina

Filha do ministro do STF Edson Fachin foi vítima de um ataque na última sexta
Filha do ministro do STF Edson Fachin foi vítima de um ataque na última sexta Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / CP

A professora Melina Fachin, diretora do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e filha do ministro do STF Edson Fachin, foi vítima de um ataque na última sexta-feira (12). Ao deixar a universidade, ela foi abordada por um homem não identificado, que a chamou de "lixo comunista" e a atingiu com uma cusparada. A agressão foi descrita como "covarde" pelo marido de Melina, o advogado Marcos Gonçalves, em uma publicação nas redes sociais. A professora não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.

Marcos Gonçalves associou o ataque a um evento tumultuado que havia acontecido na universidade dias antes. A UFPR cancelou um evento organizado por apoiadores de Jair Bolsonaro, e estudantes tentaram impedir a entrada dos palestrantes, o que gerou provocações e ataques verbais.

Reações e conexão com o STF

  • Violência e Intimidação: Marcos Gonçalves afirmou que a agressão a sua esposa "carrega as assinaturas de todos aqueles que protagonizaram mais um episódio de provocação, tumulto e desrespeito às instituições". O Centro de Estudos da Constituição da UFPR repudiou o ataque em nota, classificando-o como um ato de "violência física e verbal em uma clara tentativa de intimidação, por ato covarde que atinge os valores de liberdade e democracia".
  • Solidariedade: A professora Melina Fachin, conhecida por seu trabalho na defesa dos direitos humanos e da igualdade de gênero, recebeu apoio de diversos grupos, como a OAB Paraná, coletivos de estudo e ONGs, que destacaram sua trajetória.
  • Contexto Político: O ataque a Melina Fachin acontece em um momento de alta tensão política, especialmente após o STF condenar o ex-presidente Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ministro Edson Fachin, pai da professora, assumirá a presidência do STF no final do mês.

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