De acordo com líderes da Fetag, as negociações em torno do pleito começaram oito anos atrás. O convênio para garantir os protetores solares vai ser assinado em 2 de junho e as entregas nos postos de saúde devem se iniciar no dia 10. O governo já comprou 300 mil frascos, que serão destinados a 129 municípios gaúchos, onde a ascendência é polonesa, italiana e alemã – público que sofre mais com a incidência de câncer de pele. Entre as principais cidades beneficiadas, aparecem Santa Cruz, Venâncio Ares e Vera Cruz. Cada agricultor pode retirar três frascos por ano.
Durante discurso, Tarso disse aos agricultores jamais ter cogitado a hipótese de acionar a Brigada Militar para intervir na manifestação, já que reconhece a legitimidade das exigências do primeiro setor. A pauta de reivindicações soma mais de 40 pontos que vão ser tratados pelo secretariado do Piratini. Entre os itens, a polêmica que envolve a demarcação de terras, sobretudo no Norte gaúcho. “Nosso papel é de interagir com o governo federal para pedir intervenções do Ministério da Justiça no processo. Algumas situações fogem das decisões judiciais e do governo gaúcho”, adiantou Tarso.
Mais cedo, cerca de mil agricultores rurais fizeram marcha entre a sede da superintendência regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Palácio Piratini. Os manifestantes se dividiram, após as 10h, para reivindicar em locais distintos da cidade. Um grupo foi para a Caixa Econômica Federal pressionar para que sejam liberados recursos para a habitação rural; outro seguiu para a Secretaria do Desenvolvimento Rural a fim de tratar da questão indígena. Um terceiro grupo se concentrou no Ministério do Trabalho e Emprego, um outro na Secretaria Estadual de Saúde e um quinto grupo na Secretaria Estadual da Educação.