Política

Gurgel diz que adiar publicação de julgamento do mensalão é "maluquice"

Procurador-geral da República critica tentativas da defesa dos "mensaleiros" de atrasar procedimentos do STF

Procurador-geral da República critica tentativas da defesa dos mensaleiros de atrasar procedimentos do STF
Procurador-geral da República critica tentativas da defesa dos mensaleiros de atrasar procedimentos do STF Foto : Fellipe Sampaio / SCO / STF / CP
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, criticou nesta terça-feira o pedido de advogados de "mensaleiros" para adiar a publicação do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), prevista para ocorrer até a próxima semana. Fugindo do "juridiquês", Gurgel foi enfático ao classificar a situação como uma "maluquice".

Com o adiamento, os advogados poderiam ganhar mais tempo para preparar recursos contra as condenações impostas aos mensaleiros. Pelo regimento interno do STF, eles terão cinco dias para protocolar os recursos após a publicação da decisão. Iniciado em agosto e concluído em dezembro, o julgamento do mensalão resultou na condenação de 25 réus por envolvimento com o esquema de compra de votos no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O STF está dividido sobre se o plenário deve analisar um recurso no qual os advogados pediram acesso antecipado aos votos escritos. Parte dos ministros defendeu nesta terça-feira que o presidente e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, submeta o caso à análise do plenário. "A ordem natural das coisas é votar, antes, os agravos regimentais. Esse agravo tem que ser levado ao colegiado", disse o ministro Marco Aurélio Mello.

Mas Gilmar Mendes afirmou que é necessário publicar o resultado do julgamento. Segundo ele, está se fazendo "muita mística" em torno dos recursos. "Está se fazendo muito lenda urbana em torno deste assunto. A rigor, temos é que publicar o acórdão e seguir os passos. Se for preciso dar prazo, ok, pode-se dar ou não", analisou.

Ministros do STF estão mobilizados tentando convencer Barbosa a submeter os recursos à análise do plenário. Mesmo integrantes do tribunal que votaram pela condenação de réus consideravam um erro do presidente da Corte manter a avaliação apenas com ele. 


Bookmark and Share