Com o adiamento, os advogados poderiam ganhar mais tempo para preparar recursos contra as condenações impostas aos mensaleiros. Pelo regimento interno do STF, eles terão cinco dias para protocolar os recursos após a publicação da decisão. Iniciado em agosto e concluído em dezembro, o julgamento do mensalão resultou na condenação de 25 réus por envolvimento com o esquema de compra de votos no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O STF está dividido sobre se o plenário deve analisar um recurso no qual os advogados pediram acesso antecipado aos votos escritos. Parte dos ministros defendeu nesta terça-feira que o presidente e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, submeta o caso à análise do plenário. "A ordem natural das coisas é votar, antes, os agravos regimentais. Esse agravo tem que ser levado ao colegiado", disse o ministro Marco Aurélio Mello.
Mas Gilmar Mendes afirmou que é necessário publicar o resultado do julgamento. Segundo ele, está se fazendo "muita mística" em torno dos recursos. "Está se fazendo muito lenda urbana em torno deste assunto. A rigor, temos é que publicar o acórdão e seguir os passos. Se for preciso dar prazo, ok, pode-se dar ou não", analisou.
Ministros do STF estão mobilizados tentando convencer Barbosa a submeter os recursos à análise do plenário. Mesmo integrantes do tribunal que votaram pela condenação de réus consideravam um erro do presidente da Corte manter a avaliação apenas com ele.