A Corte de Apelação de Roma, na Itália, julga nesta terça-feira, 20, o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli.
Ela está presa no país desde julho do ano passado, quando fugiu do país, após ter sido condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Carla Zambelli foi condenada duas vezes pelo STF, por invadir os sistemas do CNJ, em atuação com o hacker Walter Delgatti, e pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Audiência
Na audiência desta terça, os magistrados vão ouvir a defesa da ex-parlamentar e avaliar a documentação enviada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.
O ministro detalhou a situação da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde Zambelli ficará presa caso seja extraditada para o Brasil.
Segundo Moraes, o presídio mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. Ele também informou que nunca houve rebelião na penitenciária.
Caso a extradição seja autorizada, Zambelli deverá ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
A audiência chegou a ser marcada para o dia 4 de dezembro e, depois, remarcada para o dia 18 do mesmo mês, mas acabou adiada. Antes disso, a sessão estava prevista para novembro e também foi postergada em razão de uma greve do Judiciário italiano.
- Governo federal publica nomeação de Garibe Filho como novo secretário especial do PAC
- Moraes nega parte de pedido da defesa sobre perícia médica de Bolsonaro
- Com investimentos, Lula busca revitalizar o polo naval em Rio Grande
Entenda
Em dezembro, o tribunal italiano adiou a decisão sobre a extradição após os advogados de defesa de Zambelli pedirem mais tempo para analisar os documentos enviados pelo STF.
Eles alegam que a ex-parlamentar sofre perseguição judicial e política no Brasil. E também questionam a situação carcerária no país para o eventual cumprimento da pena.
Em outubro, o Ministério Público da Itália já deu parecer favorável à extradição.
Em dezembro, Alexandre de Moraes determinou a perda imediata do mandato. Mas logo em seguida, Zambelli renunciou ao cargo.