Horas depois do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falar sobre o aumento da arrecadação do País, foi a vez do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordar o assunto. Ele confirmou que a definição sobre uma alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) será tomada em um almoço com Haddad, líderes da Câmara e do Senado, além dos presidentes das duas casas.
"A alternativa ao IOF será debatida em almoço na minha casa. Vou receber os companheiros, eu vou comer e eles vão discutir. Depois, eles vão almoçar e e eu vou falar. Nós queremos colocar as contas em ordem e por isso quero ver e ouvir cada detalhe do que podemos fazer em relação ao imposto e ao aumento da arrecadação”, comentou.
O presidente minimizou o embaraço que o governo passou após anunciar o aumento do IOF. “A Fazenda está tentando fazer um reparo que foi o não cumprimento de uma decisão do STF. O Haddad simplesmente apresentou uma proposta e, se teve efeito ruim, vamos discuti-la. Hoje tudo termina no almoço que vou oferecer”, salientou.
Demora não é má-fé
Lula afirmou que é "normal" a demora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em autorizar licenciamentos ambientais.
Na ocasião, ele havia sido questionado sobre novas regras para o licenciamento ambiental chamadas por ambientalistas de "pacote da destruição". O petista declarou que não tomou conhecimento das novas normas para o licenciamento ambiental e que dirá se concorda ou não quando tiver acesso ao texto.
"Com relação à demora, às vezes, e você há de convir que é normal que haja demora", declarou, em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto.
Lula também disse que não vê má-fé na instituição. "Nós sabemos que, muitas vezes, a morosidade do Ibama não é nem má-fé. Muitas vezes, é a falta da quantidade de especialistas, e muitas vezes é a exigência da capacitação técnica que as pessoas precisam para fazer as coisas"
O presidente acrescentou: "Se você não tem todas as pessoas que você precisa, demora mais". Ele afirmou ainda que muitas vezes não é chamado ao debate sobre o Ibama porque o assunto fica entre os ministros, mas que a ministra do meio ambiente, Marina Silva, leva as decisões sempre para a sua aprovação.
"Não há nenhum problema. Vai continuar sendo um motivo de atrito sempre", afirmou. "Sempre haverá atrito, divergências, entre as pessoas que concedem e as pessoas que querem receber. Isso vale para crédito bancário, para liberação de Orçamento, isso vale para qualquer área do governo tem problema. Porque se o Ibama der autorização precipitada, isso vai para o Ministério Público".
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