Política

Maioria do STF vai restringir foro, diz Fux

Julgamento sobre o tema está marcado para o dia 31 de maio

Fux afirmou mudar radicalmente as regras sobre prerrogativa de foro depende de emenda constitucional
Fux afirmou mudar radicalmente as regras sobre prerrogativa de foro depende de emenda constitucional Foto : Felipe Sampaio / STF / CP
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que a maioria da Corte deverá decidir pela restrição do foro privilegiado a crimes cometidos durante os mandatos. O julgamento sobre o tema está marcado para o dia 31 de maio.

Fux, porém, afirmou mudar radicalmente as regras sobre prerrogativa de foro depende de emenda constitucional. Ele duvidou, porém, da possibilidade de medidas que restrinjam o mecanismo serem aprovadas pelo Legislativo. O foro privilegiado restringe o julgamento de políticos com mandato a tribunais superiores, o que acaba beneficiando os réus, pela demora nos processos. "Vocês acham que os legisladores vão alterar o foro para eles?", questionou Fux. Ele deu palestra durante seminário promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Após a palestra, o ministro afirmou que restringir o foro a crimes cometidos durante os mandatos é possível por meio da interpretação da lei, sem mudar a Constituição, a partir de um processo específico. Para Fux, o que "incomoda" o Supremo é o "foro volátil", ou seja, quando um processo relativo a um crime cometido antes do mandato migra para uma instância superior se o acusado assumir cargo com prerrogativa.

No caso a ser analisado, os ministros vão julgar uma ação penal proposta pelo Ministério Público contra o atual prefeito de Cabo Frio, Marcos da Rocha Mendes (PMDB), por crime eleitoral. O processo contra ele "subiu e desceu" de instâncias várias vezes conforme os mandatos que exerceu.