Política

Mais importante que nome, é ter grupo para defender o projeto, afirma Gabriel Souza sobre eleições 2026

Emedebista busca manter unidade com os partidos que compõem governo Leite para disputar a sucessão do Palácio Piratini

Vice-governador terá lançamento oficial da pré-candidatura neste sábado
Vice-governador terá lançamento oficial da pré-candidatura neste sábado Foto : Joel Vargas / Palácio Piratini / CP

Às vésperas do lançamento oficial da sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul em 2026, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) afirma que manter a unidade do grupo político que administrou o Estado nas últimas três gestões é mais importante do que a definição do nome em si. A declaração ocorre num contexto em que ele e o governador Eduardo Leite (PSD) unem esforços para construir uma aliança eleitoral robusta para a sucessão no Palácio Piratini.

“Mais importante que um nome (...), o mais importante nesse processo é ter um grupo político que vá defender o projeto que todo esse grupo construiu, de alguma forma, em algum nível, desde o governo (José Ivo) Sartori e nos dois governos Eduardo”, afirmou, ao ser questionado pelo Correio do Povo.

Apesar da manifestação, Gabriel Souza é o nome do MDB para o pleito de 2026. Ainda assim, tenta não colocar sua disposição em concorrer como uma condição sine qua non. O próprio Leite reuniu no Piratini dirigentes de partidos aliados, alguns dos quais contam com pré-candidatos, como PP e PDT, para tentar manter a unidade do grupo político.

As indefinições refletem a própria composição da chapa. O MDB espera ter Gabriel como cabeça de chapa. Leite mantém disposição de ser o candidato do PSD à presidência da República, mas o partido também tem o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como pré-candidato. Neste cenário, uma candidatura ao Senado surge como forte possibilidade. Restaria uma vaga de senador e outra de vice-governador para negociar com aliados.

Aliados esses que deverão marcar presença no congresso estadual do MDB, neste sábado. “Estamos convidando as demais siglas que têm aderência com esse plano. Temos um projeto que recolocou as contas do Estado em dia, esse monte de investimentos que estamos fazendo. O cerne da questão é o avanço dessa agenda, não o retrocesso dela”, disse o vice-governador.

“Seria uma grande honra ser governador do Estado. Sei da minha responsabilidade com o projeto, da importância de ter alguém defendendo esse projeto, que conhece a máquina pública, o Rio Grande com suas mazelas e demandas. Não vou fugir da raia”, completou.