O ministro Jorge Messias retornou nesta segunda-feira, 25, a suas atividades à frente da Advocacia-Geral da União (AGU). Ele tirou 15 dias de férias após ter a sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado no fim do mês passado.
O advogado-Geral da União tem previstos para esta segunda-feira uma reunião de alinhamento de direção, três audiências e despachos internos, todos marcados para ocorrer nas dependências da pasta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a aliados que vai reenviar ao Senado a indicação do advogado-geral da União para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso na Corte, mas o regimento interno da Casa proíbe que seja votada a indicação de uma autoridade já rejeitada naquele mesmo ano.
Messias aguarda uma definição do presidente, que pretende insistir no aliado para demonstrar força e passar a mensagem de que exerce as suas prerrogativas.
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Segundo aliados do chefe da AGU, Messias só aceitaria uma nova indicação com muita certeza de que seria aprovado, principalmente após amargar a primeira derrota.
Ele foi sabatina no Senado no dia 29 de abril e rejeitado por 42 votos a 34. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), é apontado como o principal articulador do desfecho.
Na última segunda-feira, 18, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) elogiou o nome de Messias para a vaga no Supremo e disse que é preciso "aguardar" a decisão de Lula sobre o assunto.
"A indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal é prerrogativa do presidente da República, então vamos aguardar. O Jorge Messias tem todas as condições, é um jurista experiente e tem espírito público. Ele fez concurso para ser advogado do povo, para a AGU, para prestar serviço público, então ele tem espírito público, preparo e experiência. Vamos aguardar", afirmou o vice-presidente.