Política

Ministro Edson Fachin homologa delação de Funaro

Caberá a PGR usar os fatos delatados nas investigações envolvendo os processos a que o colaborador está envolvido

Funaro está preso há mais de um ano no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal
Funaro está preso há mais de um ano no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal Foto : Lula Marques / Folhapress / CP Memória
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin homologou nesta terça-feira o acordo de delação premiada do empresário e doleiro Lúcio Funaro com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Funaro está preso há mais de um ano no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

Com a homologação, caberá a PGR usar os fatos delatados pelo empresário nas investigações envolvendo os processos a que o colaborador está envolvido, podendo basear acusações contra parlamentares, ministros do governo e o presidente Michel Temer.

Funaro é processado pela Justiça Federal em Brasília em três investigações da Polícia Federal (PF) - Greenfield, Sépsis e a Cui Bono - que envolvem suspeitas de desvios de recursos públicos e fraudes na administração de quatro dos maiores fundos de pensão de empresas públicas do país: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). O empresário também foi citado nas delações da JBS.

Funaro é testemunha-chave em processos que envolvem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.