Política

Orçamento de Porto Alegre para 2025 será votado segunda-feira com mais de 600 emendas

Para o relator do projeto, vereador Tiago Albrecht, do Novo, o valor destinado à proteção contras as cheias “ainda não é o suficiente”, apesar de “possibilitar a execução do plano de reconstrução”

LOA para 2025 teve relatório aprovado na Comissão de Finanças da Câmara de Porto Alegre
LOA para 2025 teve relatório aprovado na Comissão de Finanças da Câmara de Porto Alegre Foto : Marlon Kevin / CMPA / CP

Com receitas e despesas fixadas em torno de R$ 12 bilhões, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de Porto Alegre para 2025 terá a votação iniciada na próxima segunda-feira, 2, na Câmara da Capital. Para o relator do projeto, vereador Tiago Albrecht (Novo), o valor destinado à proteção contra as cheias “ainda não é o suficiente”.

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Entre as áreas priorizadas pela prefeitura, além de melhorias na contenção de enchentes, está a construção do novo Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. O orçamento relativo ao cuidado contra as cheias e drenagem pluvial aumentou em cerca de R$ 100 milhões se comparado com o ano anterior, ultrapassando os R$ 170 milhões.

“Embora seja um enorme esforço, esse valor ainda não é o suficiente para uma completa e totalmente efetiva proteção contra cheias”, enfatizou Albrecht, defendendo a concessão do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). “Única forma de viabilizar recursos para melhoria do sistema e em um período de tempo bem mais curto”, argumentou.

Apesar disso, o relatório foi aprovado, na última quinta-feira, na Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e do Mercosul (Cefor) do Legislativo municipal. “O orçamento de Porto Alegre para o próximo ano possibilita a execução do plano de reconstrução após a enchente. Ao longo deste trabalho, identificamos gargalos e realocamos verbas nas áreas mais necessitadas dentro dos recursos disponíveis”, disse o relator.

Emendas impositivas

Mais de 600 emendas impositivas foram apresentadas pelos vereadores, que podem destinar R$ 1,6 milhão, sendo 50% obrigatoriamente para a área da saúde.

No total, os setores mais contemplados com emendas parlamentares foram a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), com 75 emendas, somando R$ 30 milhões, a Secretaria Municipal de Educação (Smed), com 127 emendas, somando R$ 7 milhões, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (SMCec), com 59 emendas que somam R$ 3,8 milhões, e a Secretaria de Desenvolvimento Social (SMDS), que recebeu 32 emendas, totalizando R$ 3,8 milhões.