Política

PDT define no final de maio novo diretório em Porto Alegre, com a presença de Lupi

Ato na capital gaúcha deve eleger o vereador Márcio Bins Ely no comando do partido a nível municipal e ter a presença de Carlos Lupi, envolvido em recentes polêmicas

Convenção será realizada na Câmara de Vereadores do município
Convenção será realizada na Câmara de Vereadores do município Foto : Fabiano do Amaral / CP Memória

O PDT já tem data para definir novo diretório e executiva em Porto Alegre. O partido deve realizar convenção em 31 de maio, um sábado, para eleger um presidente municipal após cinco anos. Com consenso interno articulado, o vereador Márcio Bins Ely deve passar a comandar a sigla na capital gaúcha.

O acordo foi formado junto aos dois principais grupos políticos da legenda na cidade: um liderado por ele e outro ligado à ex-deputada Juliana Brizola, que concorreu à prefeitura no ano passado e é cotada internamente para disputar o governo do Estado nas eleições 2026.

Assim, o PDT irá constituir-se municipalmente de forma oficial após cinco anos. Desde 2020, a agremiação atua como uma comissão provisória na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), sob o comando de José Vecchio Filho. Na região, o principal resultado do partido no último pleito foi a reeleição de Marcelo Maranata em Guaíba. Juliana ficou em terceiro lugar em Porto Alegre, com 19,69% dos votos válidos, e não foi ao segundo turno na eleição que sacramentou a reeleição de Sebastião Melo (MDB).

De acordo com Vecchio, a eleição de Bins Ely em chapa única está muito bem encaminhada e uma segunda candidatura à presidência municipal seria uma surpresa. Ele próprio teria sido convidado para ser tesoureiro na nova Executiva, mas, neste momento, passado o pleito de 2024, deve atuar apenas nos bastidores do diretório.

O ato deve ter a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Ele esteve recentemente ligado à polêmica envolvendo supostos desvios de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que culminou em sua demissão como ministro da Previdência Social.

Veja Também

A crise gerou uma tensão entre o PDT e o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os petistas romperam com o governo federal após a demissão de Lupi, deixando a base de Lula na Câmara dos Deputados e passando a se autodeclarar independente. Manteve, no entanto, o ministério da Previdência Social com Wolney Queiroz, integrante do partido, que era o número 2 da pasta antes da saída de Lupi.