A Polícia Federal (PF) começa a ouvir nesta segunda-feira, 26, oito investigados na operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Os depoimentos serão feitos por videoconferência ou na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). As oitivas vão de 8h às 16h e seguirão até terça-feira, 27.
Entre os investigados que vão depor estão diretores do Banco Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos das empresas financeiras.
A PF deve abordar os R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas de crédito vendidas ao BRB e uma teia de fundos e ativos inflados para aumentar o patrimônio do banco, em operações com a gestora Reag DTVM, que somam outros R$ 11,5 bilhões, segundo o Banco Central (BC).
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FGC garante pagamentos
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) garantiu, em comunicado, que dispõe de infraestrutura tecnológica "escalável" e capaz de absorver o aumento na demanda pelos sistemas. O aviso acontece em meio a reclamações sobre lentidão e instabilidade no aplicativo do Fundo, que desde a semana passada efetua os pagamentos de credores do Banco Master.
Na nota, o FGC informou que as equipes de tecnologia monitoram constantemente os sistemas e pode ampliar o desempenho conforme o uso. No entanto, algumas ocorrências podem ser concluídas mais rapidamente que outras, à medida que os times responsáveis identificam os problemas e buscam as melhores soluções, esclarece o FGC.
"As equipes do FGC e de seus parceiros reforçam o compromisso com a efetivação dos pagamentos de garantias no menor tempo possível, com a devida segurança para os beneficiários da garantia e para o Fundo", ressalta.
O FGC iniciou os reembolsos por aplicações de até R$ 250 mil em CDBs e outros produtos financeiros do Master na semana passada, dois meses após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição de Daniel Vorcaro. Na última sexta-feira, o Fundo revelou já ter pago cerca de R$ 26 bilhões dos R$ 40,6 bilhões a serem desembolsados. Além desse valor, ainda haverá o retorno de R$ 6,3 bilhões de credores do Will Bank, que também faz parte do conglomerado, mas só teve liquidação determinada na última semana.