A Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não vai comentar as falas de Eduardo Bolsonaro sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a assessoria, se houver manifestação, será feita por meio dos autos. No domingo, a PGR já havia dito que não se manifestaria. Nesta segunda-feira, entretanto, o órgão passou a ser pressionado. O ministro Alexandre de Moraes (STF) chegou a pedir que a PGR abra uma investigação contra Eduardo.
Vídeo gravado em julho, mas que veio à tona somente agora, mostra Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável do PSL, respondendo a pergunta sobre uma hipotética ação do Exército caso o STF tente impedir seu pai de assumir a Presidência. Segundo o deputado mais votado em São Paulo nas eleições para a Câmara dos Deputados neste pleito, bastariam "um soldado e um cabo" para fechar o Supremo.
O tema ganhou forte repercussão. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, as declarações do deputado são "absolutamente irresponsáveis". Moraes defendeu que a PGR abra uma investigação contra o parlamentar por crime tipificado na lei de segurança nacional. Já o magistrado mais velho da corte, Celso de Mello, chamou Eduardo de "golpista".
PGR diz que não vai se manifestar sobre fala de Eduardo Bolsonaro
Em gravação feita há quatro meses, filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) falou em "fechar o STF" caso pai fosse impedido de concorrer