Política

PGR terá 5 dias para opinar em pedido do PT para investigar Tarcísio por obstrução de Justiça

Segundo petição, o governador de São Paulo teria se reunido com lideranças do Congresso para influenciar a votação do PL da anistia no mesmo período em que o Supremo julgava a tentativa de golpe

Tarcísio de Freitas teria feito articulações para aprovação da PL da anistia durante julgamento da trama golpista
Tarcísio de Freitas teria feito articulações para aprovação da PL da anistia durante julgamento da trama golpista Foto : Pablo Jacob/Governo do Estado de SP/CP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira, 16, a abertura de uma petição autônoma para apurar acusações contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por possível obstrução de Justiça em articulações em Brasília pela aprovação da anistia aos réus da trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A medida atende à representação apresentada pelo deputado Rui Falcão (PT-SP). Na decisão, Moraes, relator da ação penal do golpe que julga Bolsonaro e aliados, encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá cinco dias para se manifestar. Caberá ao órgão avaliar se há elementos para a abertura de inquérito contra o governador paulista.

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Procurado, o governo de São Paulo não se manifestou. Segundo o petista, ao se reunir com lideranças do Congresso para influenciar a votação do PL da anistia no mesmo período em que o Supremo julga a tentativa de golpe, Tarcísio teria praticado interferência direta na jurisdição da Corte.

"Ao tentar aprovar uma anistia enquanto se realiza um julgamento, o Governador busca criar um "atalho político" para impedir a conclusão da persecução penal, tornando-a sem efeito", disse o deputado na representação.