O vereador Giovani Culau (PCdoB) foi um dos 14 nomes selecionados para compor a comissão do Plano Diretor na Câmara de Porto Alegre. Tendo a preservação do meio-ambiente como uma de suas principais bandeiras, o vereador contesta a abordagem dada pela Prefeitura ao tema. Segundo ele, as tragédias que a cidade tem vivido, como as enchentes do ano passado, não foram devidamente consideradas.
A comissão é responsável por revisar e trazer contribuições ao projeto do Executivo, que guiará o planejamento estratégico de Porto Alegre pelos próximos dez anos. Na prática, isso significa que as decisões tomadas pelos parlamentares impactarão o desenvolvimento da cidade a longo prazo.
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Culau é um dos parlamentares que representa a oposição dentro do grupo. Semelhante aos seus colegas, o vereador se mostrou crítico à proposta apresentada pela Prefeitura, que, em suas palavras, "ignora o que a cidade tem vivido desde 2023".
"O Plano Diretor deveria responder como Porto Alegre vai encarar as emergências climáticas. Temos 80 mil pessoas vivendo em áreas de risco", enfatizou o vereador. O comunista explica que a minuta apresentada pelo prefeito é negligente, pois antecede o resultado de estudos que mapeiam essas áreas.
Quanto à verticalização dos centros urbanos para abrigar os cidadãos, Culau contestou os motivos e impactos da medida. Em seu entendimento, o que está em jogo favorecerá apenas o mercado imobiliário. "Há imóveis vazios nos centros urbanos que poderiam ser transformados em moradia popular. A premissa é falsa."
*Supervisão Mauren Xavier