Política

Plano Diretor: Márcio Bins Ely dá ênfase ao patrimônio cultural edificado

Advogado e corretor de imóveis, vereador terá como foco os imóveis tombados de Porto Alegre; o pedetista assume uma postura moderada sobre a proposta da Prefeitura

Pedetista defende a preservação dos patrimônio edificado, porém tem ressalvas
Pedetista defende a preservação dos patrimônio edificado, porém tem ressalvas Foto : Ana Terra Firmino/CMPA/CP

Presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), o vereador Márcio Bins Ely (PDT) é um dos 14 integrantes da comissão especial do Plano Diretor. Em virtude da proximidade de interesses, o pedetista foi eleito relator da temática de patrimônio cultural e pretende desenvolver um trabalho voltado à gestão dos edifícios tombados.

A comissão é responsável por revisar e trazer contribuições ao projeto do Executivo, que guiará o planejamento estratégico de Porto Alegre pelos próximos dez anos. Na prática, isso significa que as decisões tomadas pelos parlamentares impactarão o desenvolvimento da cidade a longo prazo.

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Bins Ely assume uma postura ponderada frente ao projeto apresentado pela Prefeitura. Em suas palavras, trabalhar a ideia das alturas é um ponto positivo, porém o debate não pode se resumir a isso. Para o parlamentar, algumas questões de regramento não estão bem claras.

"A gente ainda precisa aprimorar a legislação”, defendeu o pedetista. O vereador entende que o plano precisa avançar em alguns temas, como a isenção de IPTUs e a inclusão da região das ilhas. O parlamentar destaca que esclarecimentos e detalhes ainda precisam ser alinhados.

Quanto às suas prioridades, Bins Ely centrou o seu discurso no patrimônio cultural edificado. De acordo com ele, preservar as áreas de interesse e riqueza histórica será um dos seus principais deveres. Contudo, ele admite também a necessidade de combater ditos exageros: “o bairro Petrópolis, por exemplo, foi congelado. Está todo tombado”.

*Supervisão Mauren Xavier